Área de 120,8 hectares foi embargada após fiscalização identificar desmatamento e queimada em Manaquiri. (Foto: Divulgação/Ipaam)
A irregularidade foi identificada durante uma fiscalização realizada na sexta-feira (30), na comunidade Divino Espírito Santo, localizada no Ramal do Jaraqui, às margens do Lago Jaraqui, no quilômetro 9 da rodovia AM-354. A ação integra a 14ª etapa da Operação Tamoiotatá 6.
Durante a vistoria, os agentes utilizaram um drone para registrar imagens aéreas que confirmaram a retirada da vegetação e o uso do fogo na área. O embargo, que abrange precisamente 120,8305 hectares, teve os procedimentos administrativos concluídos nesta terça-feira (3).
Área foi atingida durante período de proibição do fogo
A ocorrência foi registrada durante o período de proibição do uso do fogo no Amazonas, estabelecido pelo Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, com duração de 120 dias.
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o embargo foi aplicado para impedir a continuidade dos danos ambientais enquanto avançam as medidas para identificar e responsabilizar os envolvidos.
De acordo com o gestor, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) já possui informações sobre o proprietário do terreno. O instituto também reúne dados complementares para emitir o Auto de Infração.
A aplicação do embargo não representa, por si só, uma condenação do responsável. A medida tem caráter administrativo e busca interromper atividades que possam ampliar a degradação ambiental.
O que acontece com uma área embargada?
O embargo impede a continuidade de atividades na área delimitada que possam agravar os danos ambientais. Entre as restrições estão novas derrubadas de vegetação, queimadas e atividades econômicas incompatíveis com as determinações do órgão ambiental.
A medida pode ser aplicada antes da emissão do Auto de Infração. Enquanto o embargo interrompe a atividade irregular, o auto formaliza a infração e dá início ao processo de responsabilização administrativa, que pode resultar em multa.
O embargo também não significa perda da propriedade, mas impõe limitações ao uso do terreno. Imóveis com áreas embargadas por desmatamento ilegal ainda podem enfrentar restrições para acessar determinadas modalidades de crédito rural, conforme as regras vigentes.
Operação reforça fiscalização no Amazonas
A 14ª etapa da Operação Tamoiotatá 6 reúne equipes do Ipaam, da Polícia Civil, do Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar (BPAmb/PMAM), do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
As ações foram reforçadas em municípios da Região Metropolitana de Manaus, como Manaquiri, Autazes, Careiro Castanho e Careiro da Várzea, para monitorar alertas de desmatamento e queimadas ilegais.
Paralelamente, o Ipaam realiza a Operação Alerta Fogo, voltada à fiscalização do uso irregular do fogo durante o período de proibição. A iniciativa abrange Manaus, Iranduba, Manacapuru, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Silves, Itapiranga e Itacoatiara.
O órgão também mantém a Operação Região Metropolitana, destinada ao combate de outras infrações ambientais. As equipes utilizam drones e viaturas equipadas com internet via Starlink para auxiliar nas fiscalizações.
Como denunciar desmatamento e queimadas
A população pode comunicar possíveis casos de desmatamento ilegal e uso irregular do fogo ao Ipaam pelo WhatsApp (92) 98557-9454.
Sempre que possível, a denúncia deve conter informações sobre a localização da ocorrência, além de fotos e vídeos que ajudem a identificar o local.
Em situações de incêndio em andamento, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas pode ser acionado pelo telefone 193.
(*) Com informações da Assessoria.
LEIA MAIS:





