Manaus, 3 de outubro de 2026
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Manaus, 3 de outubro de 2026

Cenário

Candidato do PT diz que proposta de castração química, defendida por Wilson Lima, é ‘ilusão eleitoreira’

Delegado João Tayah afirma que a medida é inconstitucional e acusa candidatos de fazerem promessas apenas para conquistar votos.

João Tayah classificou a castração química como “ilusão eleitoreira” - (Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – O candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), delegado João Tayah, classificou como “ilusão eleitoreira” propostas como a castração química, defendida por candidatos durante a campanha eleitoral de 2026. A declaração foi dada em entrevista à Rede Onda Digital. Um dos candidatos que têm a castração química como bandeira de campanha é o ex-governador Wilson Lima (União Brasil), que disputa uma vaga ao Senado pelo Amazonas.

Especialista em segurança pública, Tayah afirmou que essas medidas são apresentadas ao eleitor como soluções para a criminalidade, mas, na avaliação dele, não enfrentam os problemas estruturais da segurança e ainda enfrentariam obstáculos constitucionais para serem aprovadas.

“Como especialista, mestre e doutorando em Segurança Pública, tenho a obrigação moral e científica de te falar a verdade: promessas como castração química e pena de morte são pura ilusão eleitoreira”, afirmou.

Crítica ao discurso eleitoral

Sem citar nominalmente outros candidatos no trecho da entrevista, Tayah criticou políticos que, segundo ele, utilizam propostas consideradas populares entre os eleitores para conquistar votos.

“Eu não vou fazer discurso mentiroso, estelionatário eleitoral, para convencer ninguém de que tem que votar em mim”, declarou.

A castração química é uma das principais bandeiras apresentadas pelo ex-governador Wilson Lima (União Brasil), candidato ao Senado pelo Amazonas. A proposta também aparece no debate eleitoral sobre medidas mais rígidas para crimes sexuais.

Tayah afirmou que não pretende defender medidas que considera incompatíveis com a Constituição Federal.

“Eu não vou mentir para o meu eleitor dizendo que eu defendo pena de morte, castração química, sabendo que são penas inconstitucionais que não têm como ser aprovadas no Congresso”, disse.

Para o candidato, o enfrentamento à criminalidade deve ser baseado em medidas que possam efetivamente ser implementadas e tenham respaldo legal.

“O que eu vou propor são leis que realmente funcionam e que podem ser aprovadas no Congresso Nacional para resolver de fato o problema. Isso nós vamos fazer”, afirmou.

Tayah também questionou a eficácia da pena de morte como instrumento de redução da criminalidade e citou os Estados Unidos durante a entrevista.

“Pena de morte, castração química, se pena de morte resolvesse nos Estados Unidos não tinha crime nenhum mais”, declarou.

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