(Foto: Joel Arthus/ DICOM TCE-AM)
Manaus (AM) – As trajetórias de Kaio Silva e Kevin Silveira, embora separadas no tempo, têm um ponto em comum: o programa Jovem Aprendiz do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), onde ambos tiveram o primeiro contato com o mercado de trabalho e iniciaram caminhos que os mantêm hoje na própria instituição.
Kevin ingressou no programa em 2018, aos 21 anos, e atualmente atua como encarregado de serviços. Ele destaca a experiência como decisiva para sua formação. “Foi muito mais do que um simples trabalho. Foi uma verdadeira escola de formação, que contribuiu tanto para a minha vida profissional quanto pessoal”, afirma. Durante o período como aprendiz, iniciou a graduação em Administração e, posteriormente, um MBA em gestão de negócios. “O programa abriu portas e me possibilitou retornar. Hoje posso contribuir com a instituição que me ensinou”, completa.
Já Kaio entrou como aprendiz em 2012, aos 17 anos, no setor de cerimonial. “Foi um divisor de águas. Ali tive minha primeira experiência profissional e aprendi sobre responsabilidade, disciplina e a importância do serviço público”, relembra. Após deixar o programa, seguiu carreira no Exército Brasileiro por oito anos e, depois, retornou ao TCE-AM, onde voltou a atuar no cerimonial. “É a continuidade de um propósito que começou lá atrás”, diz. Formado em Engenharia Elétrica, ele também investiu em especializações ao longo da carreira.

(Foto: Joel Arthus/DICOM TCE-AM)
Mais de 30 anos
Com mais de três décadas de existência, o programa segue como porta de entrada para jovens em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, conta com 72 participantes, entre 14 e 19 anos, que recebem formação teórica e prática, além de acompanhamento social e psicológico.
A partir de 2024, a iniciativa passou a incluir meninas nas turmas, ampliando o alcance e reforçando o caráter inclusivo do projeto, realizado em parceria com a Associação para o Desenvolvimento Coesivo da Amazônia (Adcam). Segundo a gestão do Tribunal, o programa contribui não apenas para a inserção no mercado de trabalho, mas também para a formação cidadã dos jovens, seguindo as diretrizes da Lei da Aprendizagem.
(*) Com informações da assessoria
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