Justiça nega recursos e Boi Caprichoso é condenado a leiloar galpão para quitar dívida de R$ 100 mil

Em nota, o presidente do Boi Caprichoso afirmou que foi surpreendido com a decisão, mas que já está tomando as medidas cabíveis
Da Redação – Portal AM1
Publicado em 22/03/2022 19:16
Foto: Divulgação

Manaus, AM – Mais uma decisão em desfavor da Associação Cultural Boi Bumbá Caprichoso foi expedida na última segunda-feira (21). Por conta de uma dívida que a associação possui com a empresa Comércio e Indústria Equilíbrio Ltda, a Justiça do Amazonas negou as ações apresentadas pela diretoria do bumbá e decidiu que o galpão de alegorias do Boi Caprichoso deve ser leiloado.

A decisão assinada pelo juiz Matheus Guedes Rios, da 8.ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho negou os recursos apresentados pelo boi. A associação folclórica possui uma dívida referente à compra de camisas, que foram realizadas em 2009 e 2010, sendo o valor estipulado em R$ 256.300,80. O bumbá, no entanto, conseguiu quitar o débito pagando o valor inicial de R$ 100 mil, mas o restante deveria ser pago em 2020, o que não aconteceu.

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De acordo com a diretoria do Caprichoso, não seria possível pagar a dívida naquele momento devido à pandemia da covid-19. No entanto, o juiz alegou que a dívida é referente aos anos de 2009 e 2010, ou seja, período anterior à pandemia, portanto, o Caprichoso precisa pagar a dívida com a empresa.

Outro lado

O presidente do Boi Bumbá Caprichoso, Jender Lobato, se manifestou após a decisão da Justiça e alegou que foi “surpreendido com a notícia de uma decisão judicial, em processo movido por um credor que sequer detém qualquer titularidade de créditos a exigir”.

Lobato ainda disse aos torcedores que a diretoria do Boi Caprichoso está tomando os cuidados jurídicos para que as pendências sejam solucionadas. “Apresentaremos todos os recursos cabíveis para reversão dessa decisão. Não há qualquer data de leilão designada, sendo possível que a Justiça volte a avaliar a correção dessa medida que foi equivocada”, disse.

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