(Foto: Divulgação /Redes Sociais)
Manaus (AM) – A lancha Lima de Abreu XV, que naufragou na tarde desta sexta-feira (13), nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus, havia iniciado recentemente a rota para Nova Olinda do Norte, no interior do AM. A embarcação estreou a linha no último dia 25 de janeiro, menos de 20 dias antes do acidente.
À época, a empresa responsável, Lima de Abreu Navegações, anunciou em publicação nas redes sociais que a nova rota sairia de Manaus, na Balsa Amarela, às sextas e domingos, às 12h30. Já o trajeto partindo de Nova Olinda do Norte ocorreria aos sábados e segundas, às 6h30, no Porto Hidroviário do município.
O naufrágio ocorreu durante o percurso Manaus–Nova Olinda do Norte, em um trecho de forte correnteza no Rio Solimões.
Comandante é conduzido à delegacia
O comandante da embarcação foi conduzido ao 1º Distrito Integrado de Polícia (1º DIP) para prestar depoimento. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que ele é detido por agentes e encaminhado à unidade policial.
A condução faz parte dos procedimentos iniciais de investigação para apurar as circunstâncias do acidente, incluindo as condições da embarcação, o número de passageiros e os procedimentos adotados antes e durante a travessia.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, também acompanha o caso e atua na apuração das responsabilidades.
Confira:
Relatos apontam superlotação e alta velocidade
Sobreviventes relataram a imprensa os momentos de desespero. A sobrevivente Lane de Souza, que estava a bordo da lancha, afirmou que a embarcação trafegava em alta velocidade e que passageiros teriam pedido para que o condutor reduzisse a marcha.
“Não era para ter acontecido isso. Foi falta de segurança. A gente já tinha avisado, mas foi muito rápido”, declarou.
Segundo a sobrevivente, a lancha estaria superlotada e não havia coletes salva-vidas suficientes para todos os ocupantes.
A cunhada de uma das vítimas também cobrou providências. Núbia da Silva afirmou que dois familiares seguem desaparecidos e pediu justiça. O filho do casal, um adolescente de 16 anos, conseguiu se salvar.
“Eu quero justiça. Isso é falta de responsabilidade. Não tinha segurança nessa lancha”, desabafou.
Confira o vídeos de uma das sobreviventes:
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