Leda Mara Nascimento Albuquerque, procuradora-geral de Justiça do Amazonas. (Foto: Hirailton Gomes)
Manaus (AM) – A promotora de Justiça Leda Mara Nascimento Albuquerque foi reconduzida ao cargo de procuradora-geral de Justiça do Amazonas para o biênio 2026-2028. Com a nomeação, ela se torna a primeira mulher a comandar o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) por três vezes.
A escolha foi feita pelo governador após Leda Mara integrar a lista tríplice ao lado dos promotores André Virgílio Belota Seffair e Carlos Fábio Braga Monteiro. O decreto de nomeação consta na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) de 14 de setembro, publicada na noite de terça-feira (15). A posse está prevista para 15 de outubro.
Leda Mara já esteve à frente do MPAM nos biênios 2018-2020 e 2024-2026. Ela ingressou na instituição em 1996, após se formar em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Ao longo da carreira, ocupou funções como secretária-geral e subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Administrativos, além de ter integrado o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Nas duas eleições anteriores para a lista tríplice, Leda Mara também liderou a votação entre os membros do MPAM. Em 2018, recebeu 123 votos e foi escolhida para o mandato 2018-2020. Em 2024, obteve 101 votos e foi nomeada para o período 2024-2026.
Servidores e promotores
Durante o biênio 2024-2026, o MPAM ampliou o quadro de promotores e servidores. Até julho deste ano, 16 novos promotores haviam tomado posse: cinco em julho de 2025, cinco em março de 2026 e seis em julho de 2026.
O quadro de servidores também foi recomposto após concurso público realizado em 2024, que teve mais de 35 mil inscritos. Foram 10 posses em 2025 e outras 13 em 2026, totalizando 23 novos servidores no período.
Novas promotorias
A estrutura do MPAM também foi ampliada durante o mandato. Na área de enfrentamento à violência contra a mulher, foram instaladas cinco novas Promotorias de Justiça da Capital, vinculadas aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Também foram aprovadas duas novas Promotorias de Justiça voltadas à Infância e Juventude Cível em Manaus.
Outra mudança foi a criação do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Gaema), proposta aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas em abril de 2026.
Em junho, o MPAM instituiu ainda o Centro de Apoio Operacional de Governança Informacional, Transformação Digital e Gestão de Dados (CAO-GID), voltado ao uso de dados, inteligência artificial e ferramentas de apoio à atuação institucional.
Estrutura
Entre as ações do período está a inauguração, em 2025, da Casa da Cidadania e Justiça Social Dr. Evandro Paes de Farias, na Avenida Djalma Batista, em Manaus. O espaço reúne 15 Promotorias de Justiça de áreas como saúde, educação, direitos humanos, defesa do consumidor e proteção de pessoas vulneráveis.
O MPAM também iniciou a construção de uma nova sede com capacidade para concentrar até 140 Promotorias de Justiça da capital. Segundo a instituição, o projeto poderá gerar economia de até R$ 10 milhões por ano.
No interior, foram entregues novas sedes em Beruri, Iranduba, Careiro, Novo Aripuanã e Itapiranga.
Tecnologia
Na área tecnológica, o MPAM aderiu ao Sistema Athenas, plataforma com 52 módulos para integrar processos administrativos e operacionais.
Outro projeto é o Vitória, desenvolvido pelo Laboratório de Inovação do MP (IMPACTALAB). A ferramenta utiliza inteligência artificial para auxiliar na análise de processos, triagem, produção de resumos, consultas e elaboração de peças.
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