O evento ocorreu no estaleiro da Transportes Bertolini, em Manaus, e contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além dos dirigentes dos bois-bumbás Boi-Bumbá Caprichoso, Rossy Amoedo, e Boi-Bumbá Garantido, Fred Góes.
Durante o discurso, Lula destacou o comportamento das torcidas no Bumbódromo como exemplo de respeito entre adversários.
“Quando a metade azul está fazendo a sua apresentação, a metade vermelha fica assistindo quietinha. Quando termina o azul, vai a vermelha se apresentar, e a azul fica quietinha. Ou seja, é uma demonstração de que o Brasil pode aprender com o Festival de Parintins”, afirmou o presidente.
O chefe do Executivo comparou a rivalidade entre Caprichoso e Garantido ao ambiente político e esportivo brasileiro, defendendo relações mais respeitosas entre opiniões divergentes.
“A política pode ser civilizada, o esporte pode ser civilizado e Parintins, através do Garantido e do Caprichoso, pode nos ensinar como a cultura pode ajudar a gente a fazer uma revolução comportamental”, declarou.
Além do patrocínio ao festival, a Petrobras anunciou investimentos de R$ 2,8 bilhões no Amazonas até 2030. Na área cultural, os aportes previstos para projetos no estado chegam a R$ 11 milhões.

(Foto: Ricardo stuckert/ PR)
Também foram anunciados apoios ao Festival de Cirandas de Manacapuru, Ecos da Selva, Nações Zumbi e ao Festival Breves Cenas de Teatro, embora os valores destinados a esses eventos não tenham sido divulgados.
Segundo Magda Chambriard, a Petrobras retomou protagonismo no incentivo à cultura brasileira.
“Tudo isso é patrocínio Petrobras, porque a Petrobras se tornou, há dois anos, a maior patrocinadora de arte e cultura do Brasil, e o Amazonas não podia ficar de fora”, afirmou.
Ao encerrar o discurso, Lula disse que pretende participar do Festival de Parintins este ano, caso a agenda presidencial permita.
“Se Deus quiser e a minha agenda permitir, eu vou vir a Parintins ver o festival para sair mais civilizado e governar melhor este país”, concluiu.
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