Manaus chega a uma semana com qualidade do ar prejudicial à saúde, enquanto municípios do interior do Amazonas registram níveis extremos de poluição (Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – Manaus completa uma semana com a qualidade do ar prejudicial à saúde nesta sexta-feira (16), enquanto municípios do interior do Amazonas registram níveis ainda mais elevados de poluição. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) mostram concentrações preocupantes de partículas finas em diferentes regiões do estado.
Na capital, os índices registrados variam de 30,4 no Tarumã, na zona Oeste, a 77,3 no Coroado, na zona Leste. De acordo com a escala utilizada pelo sistema, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas finas fica em até 25 microgramas por metro cúbico. Com isso, os pontos monitorados citados permanecem acima desse limite.
Interior registra índices mais altos
No interior do Amazonas, os níveis de poluição são ainda mais elevados. Manaquiri apresenta o maior índice, com 318,9, seguido por Careiro, com 189,6, e Autazes, com 148,2.
Também foram registrados níveis elevados em Nova Olinda do Norte (138,4), Borba (135), Urucurituba (133,9) e Itacoatiara (131).
Barreirinha, Boa Vista do Ramos e Careiro da Várzea também apresentam concentrações superiores a 100, mostrando que a poluição atmosférica atinge diferentes municípios do estado.
Chuvas ajudam, mas não eliminam fumaça
As chuvas registradas nos últimos dias contribuíram para reduzir temporariamente parte das partículas suspensas no ar de Manaus. A melhora, no entanto, não foi suficiente para normalizar a qualidade do ar.
Os sensores continuam apontando concentrações elevadas em diferentes pontos da capital e do interior. O monitoramento das condições atmosféricas pode ser acompanhado por meio da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar do Amazonas e do sistema Selva.
Poluição exige cuidados
A presença de partículas finas em concentrações elevadas pode causar irritação nos olhos e na garganta, tosse e dificuldade para respirar, além de agravar problemas respiratórios e cardiovasculares.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas de saúde preexistentes estão entre os grupos que precisam ter maior atenção durante períodos de piora na qualidade do ar.
A orientação é evitar atividades físicas intensas ao ar livre nos períodos de maior concentração de fumaça e buscar permanecer em ambientes protegidos. Em situações de exposição, máscaras do tipo PFF2 ou N95 podem oferecer maior proteção contra partículas finas.
Em caso de falta de ar, chiado no peito ou agravamento de sintomas respiratórios, a recomendação é procurar atendimento médico.
Enquanto a fumaça permanece sobre diferentes áreas do Amazonas, os dados do sistema Selva continuam sendo atualizados para acompanhar a qualidade do ar no estado.
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