Mapa mostra Manaus e outros 36 municípios do Amazonas em situação de emergência devido aos incêndios florestais, que também provocam forte presença de fumaça no estado (Foto: IA/ Montagem Portal AM1)
Manaus (AM) – A crise provocada pelos incêndios florestais ganhou novas proporções no Amazonas. Manaus e outros 36 municípios do Estado estão em situação de emergência diante do avanço das queimadas, que também têm provocado forte concentração de fumaça na capital e afetado a rotina da população.
A situação levou autoridades a adotarem medidas para reduzir a exposição da população à fumaça. Em Manaus, as aulas da rede municipal foram suspensas, assim como atividades ao ar livre promovidas pelo município. A recomendação é que moradores evitem exercícios e permanência prolongada em áreas com grande concentração de fumaça.
A situação de emergência nos 36 municípios foi decretada pelo Governo do Amazonas e tem validade de 180 dias. A medida permite a mobilização de recursos e estruturas públicas para o enfrentamento dos incêndios, além de possibilitar ações emergenciais para atender as áreas atingidas.
Fumaça muda rotina em Manaus
A fumaça proveniente dos incêndios no interior do Estado tem sido transportada para Manaus, deixando o céu encoberto e provocando piora significativa na qualidade do ar.
A concentração de partículas finas chegou a níveis considerados preocupantes, levando as autoridades a recomendar cuidados principalmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
A Prefeitura de Manaus também suspendeu até domingo (18) atividades ao ar livre e em locais de aglomeração. A medida inclui parques e eventos realizados pelo município.
As escolas da rede estadual também tiveram as atividades presenciais suspensas em Manaus e em municípios afetados pela fumaça. Entre as cidades estão Autazes, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara.
Combate aos incêndios recebe reforço
Diante do agravamento da situação, equipes estaduais e federais foram mobilizadas para atuar no combate aos incêndios. O governo federal disponibilizou brigadistas, aeronaves, helicópteros, veículos e embarcações para reforçar as operações no Amazonas.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, esteve em Manaus nesta semana para acompanhar as ações e avaliar a situação provocada pelos incêndios.
A operação conta com centenas de profissionais em campo e aeronaves utilizadas para lançar água diretamente sobre áreas atingidas pelo fogo.
Segundo o governo federal, o reconhecimento da emergência facilita o acesso do Estado a recursos e permite ampliar a atuação das equipes de resposta. O ministro também afirmou que a decretação estadual foi importante para viabilizar o apoio federal.
Incêndios preocupam comunidades do interior
Os efeitos das queimadas não se limitam à fumaça. O fogo também ameaça áreas de floresta, animais e comunidades que vivem em regiões mais isoladas do Amazonas.
Em localidades onde os rios são fundamentais para o deslocamento e o abastecimento, a combinação entre seca, incêndios e dificuldade de navegação pode aumentar os impactos sobre a população.
O cenário também exige atenção à saúde. O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do SUS ao Amazonas para reforçar o atendimento à população afetada pela fumaça e pelos incêndios.
Emergência permite medidas mais rápidas
Com o decreto de emergência, os municípios e o Estado podem adotar procedimentos administrativos emergenciais para responder aos incêndios e reduzir seus impactos.
Entre as medidas está a possibilidade de contratações emergenciais relacionadas às ações de combate e resposta à crise, dentro das regras previstas pela legislação.
O avanço das queimadas ocorre em um período de seca e temperaturas elevadas na região. Dados recentes apontam aumento expressivo dos focos de incêndio no Amazonas em relação ao ano anterior, embora o número acumulado no Estado ainda esteja abaixo da média histórica.
Com Manaus coberta pela fumaça e dezenas de municípios em situação de emergência, as autoridades mantêm as ações de combate e monitoramento, enquanto a população é orientada a reduzir a exposição ao ar poluído e seguir as recomendações dos órgãos de saúde e Defesa Civil.
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