Perfil nas redes sociais expõe suposta fraude nas cotas raciais da Ufam

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12 de julho de 2020
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Perfil nas redes sociais expõe suposta fraude nas cotas raciais da Ufam

Um levantamento feito pelo Estado de S. Paulo em 2018 apontou a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) com o maior número de suspeitas de fraude no sistema de cotas

Perfil nas redes sociais expõe suposta fraude nas cotas raciais da Ufam

Depois de sete dias de manifestações contra questões raciais no mundo, na capital amazonense, um perfil no Twitter e Instagram chamado “Autodeclaradoam” denunciou várias pessoas por supostamente fraudarem as cotas raciais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Segundo a denúncia, todos são brancos (e alguns até ruivos) e de classe média.

Um levantamento feito pelo jornal o Estado de S. Paulo em 2018 apontou a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) com o maior número de suspeitas de fraude no sistema de cotas, com oito fraudes comprovadas.

Em nota, a UFAM informa que tem ciência das denúncias expostas nas redes sociais e salienta que os alunos têm consciência das declarações e documentos entregues no ato da matrícula na instituição de ensino. “A Universidade Federal do Amazonas vem ao público esclarecer que tem ciência das denúncias feitas, formalmente, à instituição. Todas as denúncias recebidas pelos canais oficiais são apuradas. Vale salientar que a Universidade parte do pressuposto legal de validade da autodeclaração, quando o candidato assume toda a responsabilidade pela declaração prestada no ato da matrícula”, diz  a nota.

“Estamos cansados com a falta de cuidados das universidades e de pessoas privilegiadas se aproveitando de cotas. Cota não é esmola, preparem-se para exposições”, escreveu o perfil @autodeclaradoam.

Denúncia

No perfil, os denunciantes informam que além de fraudarem cotas raciais, alguns tinham perfis racistas e apoiadores de armas.

A aluna P. C. A. S, que cursou Ciências Humanas em 2014, passou na cota de “Pretos, Pardos e Indígenas”, teria dado para alguns alunos e professores cuscuz como o nome ‘Cuscuz Klã’ quando foi apresentar o seu TCC.

Já aluna L. M, que continua cursando medicina na Ufam, é uma forte apoiadora do presidente Bolsonaro e do uso de armas.

Alguns colegas dos supostos fraudadores saíram em defesa deles nas redes sociais. “O processo vem. L. estudou a vida inteira na rede pública. Moradora do Petrópolis, passou em primeiro lugar! Aguarde baby”, disse Fe Oliveira.

Vários seguidores da página apoiaram a denúncia. “Isso tem nome: FRAUDE”, disse  o seguidor Edu.

“E o cara que mentiu sobre a sua raça? Não vai ser processado pq?”, disse Jenia Albuquerque.

Alguns seguidores ainda aguardam os alunos da UEA, que supostamente tenham burlado o sistema de cotas. “Expõe logo os da UEA”, disse Giovana Praia.

 

Nota da UFAM

 

Saiba mais:

Adua resgata perseguição militar a professores da Ufam

 

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

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