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26 de setembro de 2020
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Sinteam afirma que vai recorrer de decisão judicial para volta às aulas presenciais

O Sinteam apontou que estudos mostram que professores, funcionários e alunos estão em maior risco que crianças pequenas de contrair a covid-19

Sinteam afirma que vai recorrer de decisão judicial para volta às aulas presenciais
Foto: Márcio Silva / Portal AM1

Após decisão da juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), de negar a liminar do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) para suspender o retorno das aulas presenciais em Manaus, a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, lamentou a ‘insensibilidade da juíza’ e afirmou que irão recorrer da decisão.

O Sinteam tinha realizado a solicitação na Justiça na última segunda-feira (03). Com a decisão da juíza, as aulas retornam na próxima segunda-feira (10), conforme planejamento apresentado pelo Governo do Amazonas.

Esta semana, o Sinteam visitou várias escolas e também recebeu denúncias sobre o despreparo das escolas para receber alunos e trabalhadores com a devida segurança em plena pandemia do novo coronavírus.

“A única coisa que encontramos foram marcações com adesivo no chão. Quem garante que um adesivo colado vai fazer com que as pessoas mantenham o distanciamento necessário? Há unidades que não têm janelas nas salas de aula impedindo a ventilação, circulação e renovação do ar. Há turmas que, mesmo divididas por blocos, continuam lotadas com 28 alunos. Os professores receberam apenas uma máscara”, relatou Ana Cristina Rodrigues.

A presidente do Sinteam aponta que outras irregularidades foram encontradas após visita em escolas.

“Em alguns locais ainda não chegou termômetro, álcool, nem tapete sanitizante e só há duas pias para atender, em média, 300 estudantes. Como vai ser feita a higienização das mãos na entrada das escolas mantendo o distanciamento de 1 metro entre as pessoas? Vão fazer filas do lado de fora? E os refeitórios? Os mesões utilizados não permitem distância. Sem falar que não tem teste para alunos e nem trabalhadores. Quem vai garantir nossa saúde e nossa vida caso haja contaminação? Temos uma série de preocupações e muitos colegas nos procuram com o mesmo receio”.

Estudos

O Sinteam apontou que estudos mostram que professores, funcionários e alunos de escolas secundárias estão em maior risco que crianças pequenas de contrair a covid-19 — e que esses riscos não são nada desprezíveis. A situação mais preocupante era a de professores e funcionários. Eles correspondem a apenas 10% da população escolar, mas responderam por 56% dos casos de Covid-19 registrados em escolas.

 

Leia mais: Justiça afirma que Governo apresenta condições para reabrir escolas

 

(*) Com informações da assessoria

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