A operação utilizou um ecobatímetro multifeixe, tecnologia comum em pesquisas oceanográficas e agora aplicada aos rios da região. O equipamento, adquirido com recursos da Casa Civil, passará a ser empregado em estudos na Amazônia para contribuir com a segurança da navegação e auxiliar no monitoramento de processos como erosão e assoreamento.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o ecobatímetro multifeixe com tecnologia de backscatter opera por meio da emissão de vários feixes de som em direção ao leito do rio. Esses sinais retornam com intensidades distintas, conforme o tipo de sedimento ou a presença de estruturas submersas. Após o processamento das informações, o sistema produz representações precisas do relevo subaquático, permitindo a criação de mapas detalhados do fundo dos rios.
Em conversa com o G1, o gerente de hidrologia e gestão territorial da superintendência regional de Manaus do Serviço Geológico do Brasil, André Martinelli, destacou que o uso do ecobatímetro deve ampliar a compreensão sobre a dinâmica dos rios amazônicos e contribuir para a segurança da navegação. Segundo ele, a intenção é estender o monitoramento para outras áreas do estado e consolidar a iniciativa de forma contínua como política pública.
André Martinelli, ressaltou que o equipamento também permitirá avançar nos estudos sobre o transporte de sedimentos pelas dunas fluviais, um processo ainda pouco compreendido na Amazônia. Ele lembrou que a região tem registrado eventos climáticos extremos com maior frequência, com cheias expressivas em anos recentes e períodos de seca severa, e avaliou que a nova tecnologia será importante para compreender como essas variações interferem no comportamento dos rios e medir seus impactos.