Manaus, 3 de setembro de 2026
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Manaus, 3 de setembro de 2026

Cenário

Marcelo Ramos comemora bloqueio de empréstimo de R$ 1,46 bi e acusa Governo de tentar usar recursos no período eleitoral

Ex-deputado federal afirma que decisão preserva disputa eleitoral e volta a questionar finalidade do empréstimo por Roberto Cidade e escolha de financiamento mais caro.

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(Foto: Divulgação/Governo do Amazonas)

Manaus (AM) — O ex-deputado federal Marcelo Ramos comemorou, nesta quinta-feira (3), a decisão que manteve suspenso o empréstimo de R$ 1,462 bilhão pretendido pelo Governo de Roberto Cidade. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que o resultado impede, neste momento, que a gestão estadual tenha acesso aos recursos e voltou a levantar suspeitas sobre a finalidade da operação.

A manifestação ocorreu após a presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, rejeitar o pedido apresentado pelo Estado para derrubar a suspensão determinada pela Justiça Federal no Amazonas.

Para Marcelo Ramos, a manutenção do bloqueio reforça questionamentos que já vinham sendo feitos sobre a operação.

“Está mantida a suspensão da liberação do empréstimo e isso é feito em preservação aos interesses do povo do Amazonas”, declarou.

Marcelo Ramos fala em uso eleitoral

A principal crítica feita por Marcelo Ramos está relacionada ao momento em que o Governo tenta contratar o empréstimo. Segundo ele a gestão estadual pretender colocar os recursos nos fundos estaduais para, posteriormente, movimentar outros valores para o caixa do Tesouro durante o período eleitoral.

“Eles estão dizendo que querem o empréstimo para colocar dinheiro no fundo, mas, na verdade, querem colocar dinheiro nos fundos e tirar dinheiro dos fundos para colocar na conta do Tesouro e usar isso no período pré-eleitoral”, afirmou.

O candidato também declarou que a suspensão da operação ajuda a preservar a igualdade na disputa eleitoral ao impedir que o Governo tenha acesso a mais de R$ 1 bilhão antes das eleições.

“Isso preserva o processo eleitoral do Amazonas, porque evita que o governador tenha um bilhão de reais na sua mão”, disse.

A afirmação de que os recursos seriam utilizados eleitoralmente é uma acusação de Marcelo Ramos. A decisão judicial não concluiu que o empréstimo seria destinado ao financiamento de campanha.

Escolha de empréstimo mais caro

Marcelo Ramos também voltou a questionar a escolha do Banco do Brasil para a contratação.

Segundo ele, a Caixa Econômica Federal teria apresentado uma proposta mais barata durante o processo realizado pelo Estado, mas o Governo decidiu seguir com a oferta do Banco do Brasil.

“Há um problema de economicidade, posto que o Estado fez um chamamento público e a Caixa ofereceu um empréstimo mais barato que o do Banco do Brasil, mas eles optaram pelo do Banco do Brasil, mais caro”, criticou.

Para o ex-deputado, assumir uma operação mais cara comprometeria as contas públicas nos próximos anos.

Ataques a Roberto Cidade e Wilson Lima

Marcelo Ramos também direcionou as críticas ao governador Roberto Cidade e ao ex-governador e candidato ao Senado Wilson Lima.

Em um dos trechos mais duros do vídeo, Ramos acusou o grupo político dos dois de ter “quebrado o Estado” e afirmou que a administração estaria recorrendo ao empréstimo para conseguir dinheiro em meio à campanha eleitoral.

“Isso é dinheiro para a campanha eleitoral e nós não podemos endividar o Estado do Amazonas para o futuro porque o grupo político de Roberto Cidade e Wilson Lima quebraram o Estado”, declarou.

As acusação também foram direcionadas a gestão envolvendo fornecedores estaduais.

‘A eleição vai passar’

Ao defender a manutenção da suspensão, Marcelo Ramos argumentou que o Amazonas poderá recorrer ao financiamento depois das eleições, caso fique demonstrada a necessidade dos recursos.

“A eleição vai passar, o Estado vai ter acesso a esse empréstimo se necessário for”, afirmou.

De acordo com ele, posteriormente, o dinheiro poderia ser direcionado para obras de infraestrutura e para compromissos financeiros do Estado. Portanto, a manutenção do bloqueio não impediria definitivamente o Amazonas de contratar o crédito, mas evitaria que um volume bilionário de recursos chegasse aos cofres estaduais durante a campanha.

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