Manaus, 12 de junho de 2024
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Cidades

Marinha autoriza Grupo Chibatão a instalar píer flutuante em Itacoatiara

A ideia pioneira visa amenizar os impactos da estiagem no município, facilitando operações de logística no período.

Marinha autoriza Grupo Chibatão a instalar píer flutuante em Itacoatiara

Representantes Marinha e Chibatão (Foto: Grupo Chibatão/Arquivo)

Manaus (AM) -A Marinha do Brasil autorizou nessa quinta-feira (23) o Grupo Chibatão a instalar um píer flutuante provisório no município de Itacoatiara. Segundo a companhia, a instalação é uma “solução logística pioneira” para amenizar os impactos da vazante prevista para este ano.

O píer poderá entrar em funcionamento de setembro a dezembro de 2024, cobrindo o período crítico da estiagem na região.

No local, a atracação e desatracação dos navios serão realizadas exclusivamente durante o dia, com assistência de rebocadores azimutais para manobrar os navios garantindo segurança em todas as operações.

Os debates até a concessão da autorização foram encabeçados pelo Grupo Chibatão, em parceria com outros associados do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), assim como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Associações de Praticagens e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

O diretor-executivo geral do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, destacou que essa antecipação de medidas de combate aos efeitos da seca são fundamentais para não prejudicar o abastecimento de insumos aos municípios do Estado. Conforme o gestor, anualmente em Manaus é movimentado mais de 750 mil contêineres.

Ainda de acordo com Fidelis, dragagens preventivas devem ocorrer na Região do Tabocal e na Enseada do Madeira próximo ao município de Itacoatiara, para facilitar a navegação e o transporte de mercadorias.

“Com rios mais profundos e amplos, as embarcações podem transportar mais carga de forma eficiente, não afetando o abastecimento das cidades do Estado. A população, a indústria e o comércio dependem dos nossos rios”, disse.

O Capitão dos Portos da Amazônia Ocidental, Capitão de Mar e Guerra André Carvalhaes, explicou que a Marinha do Brasil analisou a demanda do Grupo Chibatão e emitiu o “Nada a Opor” para a instalação da estrutura provisória de atracação e operação, pois a medida contribuirá consideravelmente com a região.

“Essa medida em caráter excepcional está no contexto das ações mitigadoras de risco para o período de estiagem. A Marinha do Brasil considera que o momento é de buscar soluções criativas e inovadoras, tais como essa do Grupo Chibatão, mantendo a segurança das operações. Nossa instituição reforçou as equipes de análise para dar mais celeridade aos processos dessa natureza e permanecemos prontos para analisar quaisquer outros que venham adotar tais medidas mitigadoras, contribuindo para a região do Amazonas e para a segurança da navegação”, garantiu o Carvalhaes.

Fidelis mencionou ainda que a estiagem não é algo novo e que historicamente sempre houve dificuldades nesse sentido. Ele destacou a importância de não permitir que situações semelhantes às ocorridas em 2023 se repitam. Por isso, em 16 de abril deste ano, entregaram um relatório ao DNIT, em Brasília, sinalizando que a seca prevista para 2024 poderia ser ainda superior à do ano anterior. Ele explicou que a instalação do píer provisório oferece uma alternativa viável e segura, que se complementa à ação de dragagem planejada para as regiões do Tabocal e Enseada do Madeira.

(*) Com informações da Assessoria

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