Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

Médicos radiologistas anunciam greve por falta de pagamento no AM

Paralisação começa nesta segunda-feira (15) e mantém 40% dos atendimentos essenciais.

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(Foto: Divulgação/Freepik/IA)

Manaus (AM) – O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) anunciou, por meio de nota divulgada nas redes sociais, a deflagração de greve dos médicos radiologistas que atuam na rede estadual de saúde. A paralisação está prevista para começar à meia-noite da segunda-feira (15/12), após deliberação unânime em Assembleia Extraordinária realizada no último dia 10.

De acordo com o sindicato, o movimento grevista ocorre em razão do inadimplemento de verbas trabalhistas de natureza alimentar, que somam R$ 1.926.005,63. Os valores seriam devidos pela empresa ALS e pelo Governo do Amazonas a dezenas de profissionais da área de radiologia, mesmo após a transição contratual da gestão.

Segundo o Simeam, os médicos vêm mantendo, de forma ininterrupta, os serviços essenciais de radiologia na rede pública, apesar dos atrasos salariais considerados “intoleráveis”. O presidente da entidade, Mario Vianna, afirma que os profissionais seguem prestando serviços contínuos de alta complexidade e de extrema importância para o funcionamento da rede estadual de saúde.

Ainda conforme o sindicato, a categoria já havia protocolado uma Notícia de Fato junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) no dia 24 de novembro e, até o momento, não houve resposta efetiva.

Mesmo com a greve, o Simeam informa que os serviços essenciais serão mantidos, conforme determina a Lei nº 7.783/1989. Pelo menos 40% dos médicos radiologistas permanecerão em atividade, garantindo atendimentos prioritários, como urgência e emergência, exames de suporte à UTI e ao pronto-socorro, além de ultrassonografias pré-natais de alto risco.

O sindicato reforçou que permanece aberto ao diálogo institucional imediato, com o objetivo de assegurar a quitação integral dos valores devidos e a regularização contratual. Em nota, a diretoria do Simeam destacou que o movimento não tem caráter de confronto, mas de resistência.

“Não se trata de um movimento de enfrentamento, mas de resistência digna. O direito ao trabalho pressupõe o direito de receber por ele”, afirmou a entidade.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou ao Portal AM1 que está em dia com os pagamentos da empresa que atualmente presta serviços de ultrassonografia nas maternidades do Estado. Segundo a pasta, por orientação jurídica, o contrato com a empresa anterior foi suspenso em razão de a mesma estar sob investigação.

A SES-AM destacou ainda que os profissionais foram absorvidos pela nova empresa responsável pela prestação do serviço. De acordo com a secretaria, está em andamento um acordo no âmbito do Ministério Público do Trabalho (MPT) para que os valores devidos pela empresa anterior sejam pagos diretamente aos profissionais.

Confira a publicação do SIMEAM

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