(Foto: Gabriel Alves/Portal AM1)
Manaus (AM) – Representantes de sindicatos da educação e professores da rede municipal estiveram presentes na manifestação em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta quarta-feira (24). O protesto é contra o projeto de lei que propõe mudanças na previdência dos servidores da educação.
A proposta foi encaminhada ao Legislativo municipal em 27 de agosto e, conforme a Prefeitura, busca equilibrar contas do regime próprio da aposentadoria em conformidade com a Emenda Constitucional.
O Portal AM1 conversou com professores e representantes de sindicatos que comentaram a respeito da manifestação. A professora Edilene Peres destacou que o objetivo da manifestação é pressionar os vereadores a retirar o projeto.
“Estamos aqui neste movimento, na Câmara Municipal de Manaus, para pressionar os vereadores a retirarem o PL da Previdência dos Servidores Públicos Municipais, que afeta a todos os servidores. Na hora que for aprovado esse PL, nós, professores, principalmente as mulheres, iremos sofrer um ‘baque’, porque nós teremos que estar mais sete anos na ativa, mesmo com a idade avançada”, afirmou.
O professor Miguel Oliveira destacou que os vereadores só irão se empenhar a ver o projeto se houver pressão da população.
“Eles vão se empenhar a ver devido à pressão que a categoria de trabalhadores da Prefeitura vai fazer. Aí eles vão temer, porque se uma coisa que vereador, deputado e senador tem medo é do povo das ruas”, destacou.
A coordenadora administrativa do sindicato dos professores e pedagogos de Manaus, Helma Sampaio, afirmou que, caso o projeto da Reforma da Previdência seja aprovado, a categoria pode entrar em greve. Segundo ela, a medida representa uma ameaça aos direitos dos servidores da educação da Semed.
“Nós deliberamos, no dia 16 de setembro, indicativo de greve. Então, hoje nós estamos nessa paralisação. Se esse projeto de lei, que faz a reforma da ManausPrev, passar, infelizmente a categoria da educação da Semed vai entrar em greve. Os professores vão deflagrar a greve”, finalizou.
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