Manaus, 18 de julho de 2026
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Manaus, 18 de julho de 2026

Cenário

Menezes expõe fragilidade política de Salazar: ‘No Congresso não vão dar espaço para vídeos e marretada’

Em vídeo nas redes sociais, Coronel Menezes critica atuação do vereador e coloca em dúvida sua capacidade de articulação política em Brasília.

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(Foto: Reprodução /Redes sociais)

Manaus (AM) – Em vídeo publicado nas redes sociais, o pré-candidato a deputado federal Coronel Menezes (Avante) resolveu mirar sua artilharia verbal contra o vereador sargento Salazar (PL), numa crítica carregada de ironia, desconfiança e indiretas nada sutis.

Coronel Menezes reconhece aquilo que virou marca registrada de Salazar: o alcance digital e a capacidade de viralizar ataques. Segundo ele, “o poder digital dele de destruir é grande”, numa referência direta ao estilo agressivo e performático adotado pelo vereador nas redes sociais, ambiente onde vídeos, cortes e “marretadas” rendem mais engajamento do que propostas concretas.

A crítica central, no entanto, vai além da retórica. Menezes questiona se Salazar teria capacidade de fazer algo além de produzir embates virtuais. Em outras palavras: sair do papel de influenciador político e assumir o de parlamentar com densidade técnica e articulação real.

A fala expõe um ponto que incomoda até aliados silenciosos do vereador: o contraste entre o barulho digital e a atuação institucional. Enquanto nas redes sociais sobra indignação, no plenário, segundo os críticos, falta protagonismo. Menezes afirmar que Salazar teria passado “o ano todinho calado” como vereador.

A provocação fica ainda mais pesada quando o pré-candidato cita pautas históricas do Amazonas, como a defesa da Zona Franca de Manaus, a BR-319 e as licenças ambientais. O recado é claro: no Congresso Nacional, likes não garantem relevância política. Lá, o embate exige articulação, conhecimento técnico e capacidade de enfrentar bancadas inteiras que frequentemente votam contra os interesses amazônidas.

E é justamente aí que Menezes tenta encurralar Salazar politicamente. Ao sugerir que o vereador talvez não tenha conteúdo para enfrentar “500 deputados contra os oito do Amazonas”, o pré-candidato constrói a narrativa de que o parlamentar manauara seria eficiente apenas diante de uma câmera e um celular, não numa tribuna nacional.

A frase final do vídeo resume o ataque com um sarcasmo quase cinematográfico:

“Lá não vão dar espaço para vídeos e marretadas.”

A declaração funciona como uma tentativa de reduzir a atuação de Salazar a um espetáculo de internet, insinuando que sua força termina onde começam os debates técnicos e a política de bastidor.

Confira: