Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Coronel Menezes compara trajetória partidária à de Bolsonaro ao tentar justificar troca de partido

Ao comentar a saída de antigos partidos, Menezes afirmou em entrevista que foi alvo de articulações internas e que sua atuação política incomodava adversários.

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(Foto: Divulgação /Assessoria /Coronel Menezes)

Manaus (AM) – O pré-candidato a deputado federal Coronel Menezes reagiu nesta sexta-feira (24/4) às críticas provocadas por sua filiação ao Avante e tentou vender a mudança de partido como consequência de articulações internas, não como mais um movimento típico da engenharia eleitoral.

Em entrevista à rede Onda Digital, Menezes afirmou ser alvo de setores da direita que, segundo ele, se incomodam com sua atuação política e com a proximidade que mantém com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“As pessoas não votam em partido somente, e o Partido Avante é um excelente partido, é um partido vencedor, é um partido de centro, como era o PP, onde eu estava. Eu continuo o mesmo, da mesma forma que o presidente Bolsonaro, ao longo da sua trajetória política, mudou mais de nove vezes, mas nunca perdeu a essência dele”, justificou.

A fala tenta amortecer o desgaste gerado pela saída repentina do Progressistas (PP). Menezes chegou a ser citado pelo ex-governador Wilson Lima, no último dia da janela partidária, em 3 de abril, como nome da nominata do União Progressistas. No mesmo dia, porém, apareceu ao lado do prefeito de Manaus, Renato Junior, anunciando filiação ao Avante — mudança relâmpago que deixou aliados, adversários e eleitores tentando entender o roteiro.

A troca de sigla também reacendeu críticas nas redes sociais. Menezes, que antes fazia oposição à gestão do ex-prefeito David Almeida, principal liderança do Avante no Amazonas, agora passa a dividir palanque com o grupo que combatia.

Segundo o pré-candidato, os ataques partem de adversários incomodados com seus valores conservadores. A justificativa ignora que boa parte das cobranças mira menos a ideologia e mais a elasticidade política demonstrada nas últimas movimentações.

Menezes também relembrou a saída do Partido Liberal, em 2024, classificada por ele como uma “tramoia política”.

“Se eu fui tirado, é porque faço algo que incomoda”, declarou, ao rebater críticas de integrantes ligados ao antigo grupo político.

O ex-superintendente da Suframa ainda afirmou que alianças dependem de afinidade partidária e criticou a expectativa de apoio automático entre legendas. Na prática, tenta sustentar que mudar de sigla, de aliados e de discurso no meio do caminho não representa contradição, apenas estratégia.

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