Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Menezes ironiza ‘colegas’ da direita e diz que delegados que o criticam não têm reconhecimento

Sem citar nomes, Menezes disse que alguns delegados que o criticam não são bem-sucedidos e tampouco têm reconhecimento de suas classes profissionais.

(Foto: Reprodução/Vídeo do Instagram)

Manaus (AM) – O ex-superintendente da Suframa e pré-candidato a deputado federal, Coronel Menezes, afirmou ter recebido críticas de “pessoas que se dizem de direita, mas não fazem nada” e rebateu os ataques. Sem citar nomes, Menezes disse que alguns delegados que o criticam não são bem-sucedidos e tampouco têm reconhecimento de suas classes profissionais.

“Eu tenho recebido várias críticas de pessoas que se dizem de direita, falam muito, mas não fazem. Alguns delegados que me criticam não têm reconhecimento profissional, alguns blogueiros e uma blogueirinha, que é bonitinha, mas ordinária. Eu faço o que vocês não fazem e se dizem de direita”, afirmou Menezes durante participação na “Caminhada pela Liberdade”, em Brasília, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos condenados pelos atos do 8 de janeiro.

O pré-candidato ainda comparou a situação à fábula do vagalume e da cobra, ressaltando que seu brilho político incomoda os adversários. “Vem para cá, não fica gravando vídeo. Caminhei mais de 180 quilômetros ao lado do povo, enfrentando calor, chuva e dificuldades”, acrescentou.

Embora Menezes não tenha citado nomes, a indireta pode ter sido direcionada ao deputado estadual Delegado Péricles (PL-AM) e ao delegado Costa e Silva (PL-AM). O embate com Péricles ganhou repercussão após Menezes participar do evento em Brasília, destacando o alinhamento com pautas bolsonaristas e lideranças nacionais da direita.

Péricles questionou a representatividade política do ex-superintendente, alegando que ele não possui mandato eletivo e o acusando de agir por interesses oportunistas. O deputado também afirmou que Bolsonaro teria rompido qualquer diálogo com Menezes. Em contrapartida, Menezes cobrou explicações sobre a atuação de Péricles nas eleições municipais de 2024, principalmente sobre o apoio ao então candidato Capitão Alberto Neto (PL) à Prefeitura de Manaus, acusando-o de omissão durante a campanha.

A troca de acusações se intensificou quando Menezes ironizou a ausência de Péricles no ato em Brasília. O deputado explicou que se recuperava de uma cirurgia no joelho e acusou Menezes de tentar se promover politicamente em um evento no qual não teria histórico de participação. Entre críticas e respostas, surgiram acusações de falta de compromisso político, deslealdade e perda de apoio dentro da direita amazonense.

O conflito ocorre em meio ao histórico recente de rompimento de Menezes com o bolsonarismo local. Em 2024, após ter sua candidatura rejeitada pelo PL, ele se filiou ao Progressistas (PP), integrando a base do governador Wilson Lima (União Brasil), e tornou-se candidato a vice na chapa do deputado estadual Roberto Cidade (União). A mudança de sigla e alianças foi interpretada por aliados de Bolsonaro como um gesto de traição política, pois Menezes passou a atuar em oposição ao candidato apoiado pelo ex-presidente em Manaus.

Fontes próximas afirmam que Coronel Menezes deve disputar uma vaga de deputado federal em 2026, o que explicaria sua busca por visibilidade e força política, em meio a disputas internas e acusações mútuas dentro da direita amazonense.

Vídeo com Alberto Neto

Durante a caminhada, Menezes publicou um vídeo com Alberto Neto, o que também gerou reação dentro da direita. O Delegado Costa e Silva, em entrevista, classificou Menezes como traidor e afirmou que Alberto Neto estaria evitando aproximação dele, alegando que o vídeo tinha teor político.

“Menezes teve a oportunidade de apoiar o Capitão Alberto Neto na disputa pela Prefeitura de Manaus, mas decidiu caminhar com Roberto Cidade. Para Bolsonaro, Menezes “acabou” e ele sabe disso”, disse.

Costa e Silva afirmou ainda que, ao ver Menezes gravando com Alberto Neto, ficou surpreso. “Alberto é um político de direita e representa a direita amazonense. Mandei uma mensagem para ele dizendo: ‘Não fique do lado desse cara, ele já está no fim do poço e quer te puxar também’”.

 

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