Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Mesmo com gasto milionário, povo diz que governo Wilson é péssimo

Contrato de R$ 52 milhões na educação vira símbolo do fracasso da gestão do governador Wilson Lima.

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(Fotos: Diego Peres e Antônio Lima/Dell Lima/Portal AM1)

Manaus (AM) – Após amargar o último lugar no ranking nacional do Enem, o Governo do Amazonas volta a ser alvo de críticas por causa de um contrato milionário firmado pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM). No dia 23 de setembro de 2025, a pasta assinou um contrato de R$ 52 milhões com a empresa Azimute Tecnologia Territorial Ltda., para serviços de mapeamento, mosaicagem, sensoriamento remoto, geoprocessamento e monitoramento.

A medida, que o governo classifica como um “investimento estratégico para a expansão qualificada do ensino”, gerou repercussão negativa entre a população. Muitos apontam que o problema da educação no Amazonas não está na falta de tecnologia, mas na estrutura precária das escolas e na falta de valorização dos professores.

O Portal AM1 foi às ruas ouvir a opinião de quem sente na pele os reflexos da crise educacional.

O aposentado Francisco Souza Castro criticou a atual gestão e afirmou que perdeu a confiança no governador Wilson Lima:

“Para mim tem que trocar ele, trocar de governo, ele tá péssimo. Eu não voto mais nele, pra mim o voto dele é descartado”, destacou.

Já o padre Gaudêncio Gomes Campos destacou a gravidade da situação e relacionou os resultados do Enem à falta de qualidade da educação pública:

“É muito preocupante a questão da educação. A gente sabe que a qualidade da educação pública é quase negativa, e isso se demonstra claramente quando a gente vê os resultados do Enem. Então, é preocupante mesmo”, afirmou.

A dona de casa Margarita Motta também lamentou o abandono das escolas e cobrou ações concretas do governo:

“Falta revisar as reformas das escolas. Já viu um colégio estadual como tá? É de fazer dó. A gente vê as escolas se acabando e ninguém faz nada. Pelo menos até onde eu sei, ele não fez nada lá desde quando assumiu o governo. As escolas continuam a mesma coisa, só estudantes reclamando. Eu sei porque assisto aos jornais e vejo”, concluiu.

O Termo de Contrato nº 95/2025, com validade de 12 meses, foi assinado pela secretária Arlete Ferreira Mendonça e pela representante da empresa Renata Lasmar Catão, dentro do Pregão Eletrônico nº 141/2025-CSC, homologado em maio deste ano.

Apesar do valor expressivo, o documento não detalha como o mapeamento territorial poderia contribuir diretamente para melhorar o ensino ou impactar a aprendizagem dos alunos. A falta de clareza reforça as críticas de que o investimento estaria desalinhado das necessidades reais da rede pública.

Enquanto o governo celebra contratos milionários com empresas de tecnologia, professores seguem enfrentando baixos salários, escolas deterioradas e falta de material pedagógico, um contraste que evidencia o distanciamento entre o discurso oficial e a realidade dentro das salas de aula.

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