Manaus, 15 de setembro de 2026
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Manaus, 15 de setembro de 2026

Cenário

Michelle Andrews acusa velha política de usar dinheiro para comprar votos no AM

Candidata do PT critica famílias que se perpetuam no poder e diz que dinheiro passou a definir quem ocupa cargos eletivos.

Manaus (AM) – A candidata a deputada estadual Michelle Andrews (PT) criticou o que classifica como uma estrutura de compra de votos e perpetuação de grupos políticos no Amazonas. Durante entrevista ao Programa Cenário Político, do Portal AM1, ela afirmou que o dinheiro se tornou um dos principais fatores para determinar quem consegue chegar e permanecer no poder.

Segundo Michelle, a política amazonense ainda é marcada pela concentração de cargos entre famílias e grupos tradicionais. “O que hoje detém os cargos que foram eleitos é grana”.

Na avaliação da candidata, recursos seriam utilizados para comprar votos e criar estruturas capazes de manter determinados grupos políticos no poder. “São pessoas que conseguiram reter dinheiro para comprar grana, para voto, para fazer coisas que não estão na legislação e se perpetuarem no poder. E eu estou querendo o caminho reverso e também combater esse tipo de coisa.”

Michelle defendeu a rotatividade nos cargos públicos como forma de evitar a concentração de poder. “Eu acredito na rotatividade dos cargos. Se isso não tiver, não se renova”.

Crítica às famílias no poder

A candidata também criticou a sucessão política entre parentes. Na entrevista, ela citou exemplos de grupos familiares que, segundo sua avaliação, alternam posições no Executivo e Legislativo. Para Michelle, esse modelo contribui para impedir a renovação política no Estado.

Ela afirmou ainda que sua própria trajetória eleitoral é marcada pela tentativa de construir uma alternativa fora das estruturas tradicionais. “Eu estou querendo o caminho reverso e também combater esse tipo de coisa.”

Michelle também afirmou que a compra de votos continua associada à vulnerabilidade econômica de parte da população. Segundo ela, eleitores podem ser submetidos a relações políticas baseadas em cargos, contratações e vantagens oferecidas durante o período eleitoral. “Então, a gente está exercendo a democracia? Não, não em sua plenitude, porque ainda existe o voto de cabresto. E o coronelismo no interior? Demais.”

A candidata afirmou que sua estratégia é apostar em formação política e mobilização comunitária, em vez de construir uma campanha baseada na contratação de grandes estruturas eleitorais.

Acompanhe a entrevista na íntegra:

 

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