(Fotos: Celso Maia/Portal AM1)
Manaus (AM) – A candidata a vereadora Michelle Andrews, durante entrevista ao Programa Cenário Político, dessa segunda-feira (23), disse que quer muito ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Concorrendo às Eleições de 2024 pelo PCdoB, ela se define como mulher negra, defensora dos direitos humanos, produtora cultural envolvida com a política, a fim de fazer diferença no parlamento municipal.
Michelle Andrews, que se considera do movimento de esquerda, disse que escolheu o partido após entender a matemática do coeficiente eleitoral. Andrews disse que, quando concorreu na última eleição, recebeu um bom número de votos; porém, a sigla à que pertencia não a “puxou”, ao contrário, deixou-a de fora.
“Estou muito mais confortável, agora, neste partido, o PCdoB, porque ele faz parte da Federação Brasil da Esperança, que veio com chapa completa. Tem 42 candidatos com nomes como Zé Ricardo, Anne Moura, Delegado João Tayah. Então, são pessoas que estão fazendo campanhas. Assim como eu estou fazendo minha campanha política. E você sabe, política não são só as eleições, naquele momento de você for votar ali na urna. Tem todo um processo de militância também, todo um processo de conscientização.”
Ela ainda afirmou que não abandonou as bases dela, uma base consciente, que não quer vender o voto. “Minha primeira eleição eu tinha R$ 1 mil e foram mais de três mil votos.”
Michelle destaca que suas bandeiras são em defesa dos direitos humanos, e que é também presidente da Unegro (União de Negros pela Igualdade) em Manaus. Na opinião dela, os políticos atuantes na CMM, hoje, são em sua maioria “fundamentalistas”.
“Os políticos que estão hoje dentro da CMM são políticos fundamentalistas, porque se não for da religião dele, é ruim; é mau; é o demônio. E isso é o fundamentalismo. O excesso de fundamentalismo prejudica a política manauara”, opinou.
Michelle disse que acredita que há, sim, seres humanos, com caráter idôneo e que não fazem acepção de pessoas. “Eu acredito que existe, sim, pessoas evangélicas que respeitem as outras religiões”, enfatiza.
Na avaliação de Michelle, candidatos como Sássa, embora estejam no campo da esquerda, não representam o movimento político e pensa que os vereadores Raulzinho (MDB), Raiff Matos (PL) e Professor Samuel (Avante) não deveriam ser reeleitos.
Assista à entrevista na íntegra:
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