Manaus (AM) – A candidata a deputada estadual Michelle Andrews (PT) afirmou que pretende usar um eventual mandato na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para questionar decisões, fiscalizar recursos públicos e expor o funcionamento interno do Parlamento.
Durante entrevista ao Progama Cenário Político, do Portal AM1, Michelle criticou a atuação dos deputados estaduais e disse estar incomodada com o que considera falta de prioridade para problemas urgentes da população. “Eu estou muito incomodada com isso.”
A candidata afirmou que, caso seja eleita, pretende utilizar as redes sociais, as ruas e o movimento político para mostrar à população como funciona a Assembleia. “Se eu chegar na Aleam, redes sociais, as ruas, o movimento político que eu quero fazer vai ser para mostrar como é que é aquele mundinho da Aleam.”
Michelle também questionou o impacto dos mandatos parlamentares sobre a vida da população. Segundo ela, cada mandato movimenta aproximadamente R$ 27 milhões por ano, considerando os custos relacionados à atividade parlamentar. A candidata questionou por que esse volume de recursos não produz impactos mais perceptíveis nos municípios e na capital.
Para Michelle, existe um problema na definição das prioridades do Legislativo. “Os parlamentares que estão lá não estão dando prioridade para aquilo que é emergencial, para que a população do Amazonas consiga avançar”, dispara a candidata a deputada estadual.
Ela defendeu que o deputado estadual cumpra uma função mais ativa de fiscalização, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e aplicação das emendas parlamentares.
“O papel de um deputado estadual é fiscalizar, ver como é que está a estrutura, ver como é que estão as emendas, ouvir a população, criar projetos de lei, programas para que a gente chegue mais próximo do século XXI.”
Saúde também entra na crítica
A candidata relatou uma experiência familiar para criticar a situação da saúde pública no Amazonas. Segundo Michelle, um tio precisou de atendimento e sua mãe permaneceu por 35 dias ao lado dele, no Hospital João Lúcio, enquanto aguardava uma vaga mais especializada. Michelle afirmou que o atendimento posterior no Delphina Aziz foi melhor, mas criticou a demora para conseguir acesso ao serviço especializado.
Ela também relatou o caso de uma colega que, segundo seu relato, não conseguiu realizar cirurgia e tratamento a tempo. “As pessoas estão morrendo porque os exames estão chegando tarde demais, estão chegando um ano depois, seis meses depois, e aí já está avançado o câncer.”
Para Michelle, a situação reforça a necessidade de deputados exercerem fiscalização sobre a estrutura e os recursos destinados à saúde.
Acompanhe a entrevista na íntegra:
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