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Ministério Público do Rio cria força-tarefa para investigação de caso Marielle

Perto de completar três anos de apuração, os investigadores ainda não descobriram quem foi o mandante do crime

Ministério Público do Rio cria força-tarefa para investigação de caso Marielle
(Foto: Carriço/Enquadrar/Folhapress)

O Ministério Público do Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira (4) a criação de uma força-tarefa para dar continuidade às investigações sobre o homicídio da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Perto de completar três anos de apuração, os investigadores ainda não descobriram quem foi o mandante do crime. Dois ex-policiais militares estão presos acusados de matar a vereadora e seu motorista. Eles serão julgados pelo Tribunal de Júri.

A força-tarefa terá três promotores, sendo duas que já atuavam no caso por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado): Simone Sibilio e Letícia Emile. Eles atuarão exclusivamente no caso, se afastando de suas atribuições.

A criação da equipe faz parte da reformulação dos grupos especializados no MP-RJ, conduzida pelo procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos. Ele decidiu diminuir o volume de casos sob responsabilidade deles, criando forças-tarefas pontuais para investigações complexas, como é o caso Marielle.

Leia também: Morte de Marielle completa mil dias sem descoberta de mandantes nem motivação

Sibilio recusou o convite para permanecer na coordenação do Gaeco, mas aceitou continuar à frente da investigação sobre o homicídio da vereadora.”Este caso sempre foi prioridade para o Ministério Público. E continuará sendo, razão pela qual aceitamos o convite de retornar para esta investigação, na certeza de que toda a estrutura será oferecida para que a elucidação do caso aconteça. Gostaria de ressaltar o meu total compromisso com a sociedade e com os familiares das vítimas no empenho e dedicação a este caso”, afirmou Sibilio, em nota.

Os três membros atuarão em 14 procedimentos abertos a partir da investigação do homicídio. Um dos desdobramentos do caso Marielle foi a Operação Intocáveis, que investigou a atuação da milícia de Rio das Pedras. A apuração apontou como chefe do grupo criminoso o ex-policial militar Adriano da Nóbrega, homenageado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e defendido em discurso em 2005 pelo presidente Jair Bolsonaro.

A ex-mulher e a mãe de Adriano estavam lotadas no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa. As duas foram acusadas de envolvimento no esquema da “rachadinha” na denúncia oferecida pelo MP-RJ contra o senador.

Foi na deflagração da Operação Intocáveis que os investigadores apreenderam o celular de Danielle da Nóbrega, ex-mulher de Adriano, com mensagens de Fabrício Queiroz, apontado como operador financeiro do esquema de Flávio. Nelas, os promotores afirmam haver provas de que ela era uma “funcionária fantasma” e contribuía para a “rachadinha”.

A troca de mensagens, obtida num desdobramento do caso Marielle, é uma das poucas provas contra Queiroz que não estão contaminadas pela quebra de sigilo bancário e fiscal anuladas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A prova pode ajudar os promotores do caso Flávio a embasar um novo pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal, para reabrir as investigações.

 

*Com infromações da Folhapress

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