Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Moro compara Lula e Bolsonaro a julgar Fernandinho Beira-Mar: ‘não tenho medo de cara feia’

Moro criticou Lula e Bolsonaro afirmando que 'não tem medo de caras feias', pois já enfrentou bandidos perigosos e notórios no Brasil

Foto: Divulgação

BRASÍLIA, DF – O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (Podemos) afirmou nesta quinta-feira (25) que “não tem medo de cara feia” ao citar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Moro é pré-candidato às eleições presidenciais de 2022.

“Em relação aos políticos que habitam os extremos: primeiro, não tenho medo de cara feia. Tenho uma carreira na qual tive caso envolvendo líderes do crime organizado, processo contra um dos mais notórios criminosos do Brasil, Fernandinho Beira-Mar”, afirmou Moro em entrevista à Rádio Banda B.

O pré-candidato acrescentou que apoiadores dos “extremos” são enganados por mentiras. “Eles acabam se apegando a certas ilusões. Muitas pessoas admiram extremos e têm dificuldade de aceitar que eles são ruins”.

Mais tarde, em entrevista à CBN Curitiba, Moro disse que se sentiu traído pelo governo Bolsonaro. “Eu nunca tive ambição pessoal. Entrei no ministério para ter consolidação no combate a corrupção, mas o Planalto não apoiava. É preciso reconhecer que o governo é ruim, fez uma série de promessas sobre um tema muito caro para mim, que é o combate a corrupção. Não fez nada [sobre isso]”.

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A Polícia Federal não é mais a mesma da época da Lava Jato e a vida das pessoas está difícil. O combustível a quase R$ 7 é ilustrativo de como o governo não consegue fazer qualquer coisa, não tem projeto.

Sobre o governo Lula, o ex-juiz Moro disse que as pessoas se esquecem de que o PT deixou o país na recessão. “Porque escolher uma coisa que não deu certo? Eu sou um dos nomes [na corrida eleitoral], mas tem muitas outras pessoas boas”.

Do outro lado, diz Moro, “o que mais faz” o atual presidente é ofender jornalistas. “Os brasileiros não podem ter isso como acertado, não é nem questão de política. É questão de civilização”.

(*) Com informações UOL

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