Manaus, 3 de outubro de 2026
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Cidades

Morre aos 72 anos o multiartista Sérgio Vieira Cardoso

Artista ocupava a cadeira nº 2 da Academia Amazonense de Letras e tinha mais de 50 anos dedicados à cultura.

(Foto: Associação ArtBrasil)

Manaus (AM) – A cultura amazonense perdeu neste sábado (3) um de seus nomes de atuação mais diversificada. O multiartista Sérgio Vieira Cardoso morreu aos 72 anos, em Manaus. Integrante da Academia Amazonense de Letras (AAL), onde ocupava a cadeira nº 2, ele acumulou mais de cinco décadas de trabalhos no teatro, cinema, artes visuais e gestão cultural. A causa da morte não foi informada.

Nascido na capital amazonense em 10 de março de 1954, Sérgio transitou por diferentes áreas ao longo da carreira. Além da produção artística, era bacharel em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e teve passagem pelo serviço público, onde atuou na Procuradoria Geral do Estado (PGE-AM) e na Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Na área cultural, ocupava o Departamento de Difusão Cultural da secretaria. Também tinha pós-graduação em administração de projetos culturais, formação que conciliou com uma trajetória marcada pela produção e pela administração de iniciativas artísticas.

Trajetória marcada pelo teatro

Foi nos palcos que Sérgio ganhou parte de seu reconhecimento no cenário cultural do Amazonas. Entre os trabalhos que marcaram sua carreira estão “A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz” e “Carmen de La Zone”, produções que receberam destaque no Festival de Teatro da Amazônia.

Sua produção, porém, não ficou restrita ao teatro. O artista também dirigiu e realizou filmes e documentários, além de desenvolver trabalhos em fotografia, pintura e instalações.

Ao longo dos anos, temas relacionados à identidade amazônica, à memória, às mudanças na vida urbana e às desigualdades sociais estiveram presentes em sua produção. A Amazônia, especialmente Manaus, ocupava espaço central em sua forma de interpretar e representar a realidade.

Com a morte do artista, a cadeira nº 2 da Academia Amazonense de Letras fica vaga. Sérgio Vieira Cardoso deixa uma trajetória de mais de 50 anos dedicada à cultura e uma produção que atravessou diferentes linguagens artísticas, tendo Manaus e a Amazônia como referências permanentes.

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