
O médico e empresário Mouhamad Moustafa, principal envolvido na operação Maus Caminhos, que desbaratou um esquema de desvio de R$ 110 milhões da saúde no Estado, foi preso novamente, às 6h30 do último sábado (22), por determinação da juíza federal da 4ª Vara Federal no Amazonas, Ana Paula Serizawa, que acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF).
Segundo o MPF, o médico, que responde ao processo em liberdade vigiada, com o uso de tornozeleira eletrônica, ultrapassou o limite do perímetro urbano de Manaus, no início deste mês, ao almoçar com amigos de Brasília, num restaurante flutuante próximo ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões, no município de Careiro. O mandato de prisão foi concedido na sexta-feira (20) e cumprido pela Polícia Federal no sábado, pela manhã.
As informações foram repassadas, neste domingo (22), pela advogada de Mouhamad, Simone Guerra. Segundo ela, a prisão foi “totalmente descabida”, porque o médico armou que não sabia que o local pertencia a outro município. Um pedido de habeas corpus será entregue ainda neste domingo, segundo ela.
“O que aconteceu, na verdade, é que Mouhamad recebeu um casal de amigos de Brasília. Eles foram almoçar no Moranguetá e os amigos queriam ir ao encontro das águas, conhecer. Ele não sabia que lá era o Careiro. Quando chegou no encontro das águas, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) ligou para eles. Ele explicou, disse que não sabia que estava em outra comarca”, armou Guerra.
Conforme a defesa de Mouhamad, o médico passou cerca de 15 minutos fora do perímetro urbano. A empresa que faz o monitoramento comunicou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) que entrou em contato com a residência do médico. De acordo com Guerra, por telefone, a funcionária informou onde estava o médico. De acordo com Guerra, por telefone a funcionária informou onde estava o médico. “A Seap ligou e, imediatamente, ele pediu para o piloteiro voltar No prontuário do monitoramento dele a gente pode ver que ele nunca saiu, nem de casa, exatamente para não causar”, complementou Guerra.
No dia 30 de agosto deste ano, Mouhamad Moustafa e Priscila Marcolino foram soltos pela Justiça após conseguiram um alvará de soltura da juíza Ana Paula, da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal, relatora do processo da Maus Caminhos.
Moustafa é acusado na Justiça de liderar uma organização criminosa que desviou verbas da saúde pública do Estado, por meio de contratos da Secretaria de Saúde do Estado (Susam) com o Instituto Novos Caminhos, segundo denúncia do Ministério Público Federal. A operação Maus Caminhos foi deagrada pela Polícia Federal no dia 20 de setembro de 2016.
De acordo com Seap, após a prisão, no último sábado, a PF levou o médico ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), na rodovia federal BR-174 (Manaus-Boa vista).
(*) Com informações do D24am





