Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

MP abre investigação sobre aterro sanitário em Iranduba e uso de R$ 5 milhões

Promotoria vai acompanhar obra financiada com recursos federais após denúncias, decisão judicial de suspensão e questionamentos sobre licenças ambientais.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar a implantação do aterro sanitário no município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.

A medida foi determinada pelo promotor de Justiça Gérson de Castro Coelho, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Iranduba. O objetivo é fiscalizar a construção do aterro, que deve ser realizada com recursos federais já destinados ao projeto.

De acordo com a portaria publicada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, o procedimento também busca apurar denúncias relacionadas à implantação do aterro sanitário e às possíveis consequências ambientais e sociais da obra.

O caso já possui desdobramentos na Justiça. Existe uma decisão judicial que determinou a suspensão das atividades do empreendimento. Além disso, foi ajuizada uma nova ação civil pública para esclarecer as etapas das licenças operacionais concedidas à empresa responsável pelo projeto, a Norte Ambiental.

Outro ponto que será acompanhado pelo Ministério Público é a aplicação de cerca de R$ 5 milhões enviados pelo Governo Federal ao Governo do Estado do Amazonas para a implantação do aterro sanitário em Iranduba.

Segundo o MP, o procedimento administrativo permitirá acompanhar de forma contínua o andamento da obra, o uso dos recursos públicos e o cumprimento das exigências legais relacionadas ao projeto.

A servidora Regina Rodrigues foi designada para atuar como secretária do procedimento. A portaria foi assinada no dia 9 de março de 2026 pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Iranduba.

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