No período em que antecede o 53º. Festival Folclórico de Parintins (a 534 quilômetros de Manaus), o Ministério Público do Amazonas (MP-A) abriu um inquérito civil para investigar a existência de um grupo de extermínio no município, que, segundo a denúncia, já fez vítimas e, atualmente, planeja matar 25 pessoas na cidade. O festival inicia nesta sexta-feira, 29, e vai até o domingo,1º. de julho.

Denúncia aponta para a existência de grupo de extermínio em Parintins (Reprodução)
O extrato da portaria que instaura o Inquérito Civil Público 011/2018 foi publicado no último dia 26 de junho, e está assinado pela promotora de Justiça Carolina Monteiro Chagas Maia, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Parintins. De acordo com a denúncia que chegou à promotoria, não identificada, o grupo tem a participação de policiais. A reportagem do Amazonas1 tentou obter mais detalhes do caso, mas foi informada que a investigação ocorre sob sigilo.
Uma semana antes da realização do Festival Folclórico em Parintins, a Polícia Civil do Amazonas montou um esquema reforçado de segurança na localidade, como parte das ações da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). O objetivo é coibir crimes e garantir mais segurança à população durante a festividade. As equipes estão em Parintins desde o último dia 21.
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Polícia Civil
Em outubro do ano passado, a promotora de Justiça Carolina Monteiro Chagas Maia instaurou o Procedimento Administrativo 003/2017, para investigar denúncia de mortes orquestradas por um grupo de extermínio na localidade.
À época, a promotora acompanhava as investigações realizadas pela Polícia Civil do Estado, mas que, diante das informações fornecidas, não foi possível concluir o processo. Por isso, Carolina Monteiro optou por instaurar um procedimento de competência do próprio MP, de modo a obter mais informações e ampliar as investigações.
Extermínios
O último caso envolvendo grupos de extermínio no Amazonas ocorreu em julho de 2015, conhecido como ´Final de Semana Sangrento´, quando foi registrada uma série de assassinatos e tentativas de homicídios entre os dias 17 e 19 de julho de 2015, em Manaus.
Segundo a investigações, as execuções teriam ocorrido em retaliação à morte do sargento da da PM Afonso Camacho Dias, na tarde do dia 17 de julho do mesmo ano, no bairro do Educandos, na zona Sul da cidade.
Para apurar os responsáveis pelos assassinatos, a Polícia Civil deflagrou a operação Alcateia, que prendeu vários suspeitos, entre eles, policiais militares. Dos processos relacionados à operação, seis estão conclusos para julgamento, conforme informações do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam).





