(Foto: Cleudilon Passarinho/Cetam)
Manaus (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou o inquérito civil nº 06.2025.00000349-1, com prazo inicial de um ano, para apurar supostas irregularidades na licitação realizada pelo Governo do Estado em favor do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).
De acordo com o órgão, o procedimento investiga a contratação de uma empresa para fornecer serviços de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) plataforma de ensino a distância destinada a 50.400 alunos, com valor estimado de R$ 5.862.393,60. A licitação, realizada por meio do Pregão Eletrônico nº 368/24-CSC, teve como vencedora a empresa Instituto Gestar, após a desclassificação de diversas concorrentes.
A abertura do inquérito foi publicada na edição de quarta-feira (19/11) do Diário Oficial Eletrônico do MPAM, assinado pelo promotor de justiça Alessandro Samartin de Gouveia.
São investigados no procedimento: José Claudio Silva dos Santos, Fábio Henrique dos Santos Albuquerque, Luana Silva de Souza, Thaysa Lippy, Felipe Souza, além do Instituto Gestar, Santos e Amorim Consultoria LTDA e Stepone Corporate LMS LTDA.
O MPAM informou ainda que a representação que deu origem ao inquérito foi feita de forma anônima. Entre as medidas iniciais determinadas pelo órgão estão o envio de extrato da portaria para publicação, a solicitação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) de informações e cópia integral do processo nº 17.297/2024, por tratar de assunto semelhante, e o envio de ofício ao Cetam para que o órgão explique por que a própria plataforma de EAD não foi utilizada no Projeto Aprimora – Ensino Médio, detalhando questões técnicas e informando se o projeto foi executado e qual empresa fornece atualmente o Ambiente Virtual de Aprendizagem.





