Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

MPAM solicita novas explicações sobre causas do desabamento de porto em Manacapuru

Em ofício, a Promotoria exigiu mais esclarecimentos do Corpo de Bombeiros. O DNIT, desta vez, também foi oficiado

MPAM solicita novas explicações sobre causas do desabamento de porto em Manacapuru

(Foto: Ulisses Farias/MPAM)

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Manacapuru, pediu à prefeitura e à Defesa Civil mais explicações sobre o desabamento no Porto da Terra Preta, que aconteceu no dia 7 de outubro. As respostas iniciais dos órgãos públicos trouxeram dúvidas que precisam ser esclarecidas para entender melhor o que causou o acidente. A 3ª Promotoria de Justiça do município enviou novos pedidos de informações para investigar possíveis falhas e garantir que os responsáveis sejam identificados.

O MPAM deu 10 dias para que a prefeitura entregue um mapeamento das áreas de risco, com imagens de satélite, mostrando as regiões mais propensas a novos deslizamentos. Também foi solicitado o plano de contingência e detalhes sobre pedidos de ajuda ao governo federal para a recuperação das áreas afetadas.

A Defesa Civil também terá 10 dias para enviar um relatório técnico com base em imagens de satélite, identificando áreas de risco. O Corpo de Bombeiros foi questionado se fez visitas técnicas ao local, e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deve explicar as possíveis causas do deslizamento.

A Defesa Civil informou que realocou duas famílias desabrigadas e forneceu cestas básicas, colchões e atendimento médico. Um mapeamento das áreas de risco foi feito, e a Defesa Civil está monitorando as regiões vulneráveis. Sete pessoas ficaram feridas, e duas morreram, incluindo uma criança de seis anos e um homem de 37.

A prefeitura informou que incluiu as famílias afetadas no programa de aluguel social e iniciou obras de contenção de encostas. Também destacou que o Plano Diretor atualizado prevê ações preventivas contra desastres naturais.

Moradores relataram que rachaduras no solo apareceram dias antes do deslizamento, indicando falhas nas medidas preventivas. Há suspeitas de que o solo do porto tenha sido aterrado de forma inadequada, o que pode ter contribuído para o desabamento.

A promotora Emiliana do Carmo Silva destacou que, apesar das respostas iniciais, ainda são necessárias mais informações para entender completamente o que aconteceu. Ela reforçou a importância de prevenir novos acidentes e analisar o plano de contingência da prefeitura para garantir que a população esteja preparada para futuros desastres.

(*) Com informações da assessoria

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