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1 de março de 2021
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Não tenho dúvida nenhuma de que Pazuello cometeu crime, diz Maia

Maia concedeu entrevista na tarde desta segunda, dois dias após Augusto Aras solicitar ao STF abertura de inquérito para apurar a conduta de Pazuello no colapso da saúde Manaus

Não tenho dúvida nenhuma de que Pazuello cometeu crime, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (25) que o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, cometeu crime ao defender o tratamento precoce e por ter rejeitado as tentativas da Pfizer de oferecer mais vacinas ao país.

Maia concedeu entrevista na tarde desta segunda, dois dias após o procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitar ao STF (Supremo Tribunal Federal) abertura de inquérito para apurar a conduta de Pazuello no colapso da saúde pública em Manaus.

Na coletiva, o presidente da Câmara defendeu a abertura de uma CPI da Saúde e criticou a gestão do general na pasta. “Nossa prerrogativa do impedimento de um ministro é só conectada ao presidente da República, mas em relação ao ministro eu não tenho dúvida nenhuma de que tem crime”, disse. “Pelo menos o ministro da saúde já cometeu crime, eu não tenho dúvida nenhuma.”

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Maia acusou Pazuello de irresponsabilidade na defesa do tratamento precoce da Covid-19, com a divulgação de medicamentos que não têm eficácia comprovada contra a doença, e citou o episódio envolvendo a farmacêutica. O deputado também fez críticas ao fato de o ministro não ter se aliado ao Instituto Butantan para acelerar a produção da Coronavac, parceria com o laboratório chinês Sinovac.

“Tudo isso caracteriza um crime e a PGR já está investigando”, afirmou.

“Se o ministério da Saúde não respondeu à Pfizer é crime. Crime contra a população brasileira. Qual o nome técnico eu não sei, eu não sou advogado. Mas de não ter respondido a pfizer, ter tratado de forma irrelevante o alerta da Pfizer, pra mim é crime”, disse.

Segundo o deputado, a CPI poderia esclarecer as responsabilidades envolvendo a recusa à oferta da farmacêutica, questão que afirmou ser a “mais grave de todas, num momento onde a segunda onda vem com muito mais força, é mais letal, mais pessoas precisam de UTI.”

Maia avaliou que as justificativas de Pazuello não foram razoáveis. “É crime. Porque poderíamos estar usando a vacina da Pfizer também como poderíamos estar usando a da Moderna e não estamos usando porque o governo durante muito tempo, até semana passada, também se negava a conversar com a Embaixada da China, com a China”, criticou.

No sábado (23), o governo afirmou que recusou a oferta da Pfizer argumentando que um acordo com a empresa “causaria frustração em todos os brasileiros”.

O motivo seria o fato de que empresa, que desenvolveu uma vacina em conjunto com a BioNTech, previa entrega de 2 milhões de doses no primeiro trimestre, “número considerado insuficiente pelo Brasil.”O total, porém, é o exatamente o mesmo que foi importado da vacina de Oxford pela Fiocruz na sexta-feira (22), em meio a celebrações do Ministério da Saúde.

Para a pasta, porém, as doses da Pfizer “seriam mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países”.

“Já para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina”, informa a nota, divulgada tanto pelo ministério quanto pelo Palácio do Planalto.

 

*Com Informações Folhapress

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