(Foto: Antônia Lima/Secom)
Manaus (AM) – Um ano após a histórica seca que diminuiu drasticamente o nível dos rios do Amazonas e impactou a vida cotidiana dos moradores, a promessa de dragagem dos rios, até então pendente, está próxima de ser cumprida.
Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), o navio encarregado de realizar a dragagem no rio Amazonas, especificamente no trecho entre a foz do rio Madeira e a Costa do Tabocal, em Itacoatiara, é o BE Lindholm, o qual deixou a Holanda no mês passado com destino ao Brasil.
Segundo a Sedecti, a embarcação está prevista para chegar ao Amazonas no dia 12 de outubro.
“A chegada da draga representa um marco importante para assegurar a navegabilidade dos rios na nossa região. O processo de dragagem, que envolve a remoção de sedimentos como areia e outros materiais do leito dos rios, aumenta a segurança para as embarcações, prevenindo encalhes e facilitando o escoamento de produtos. Isso será fundamental para o crescimento econômico local”, afirmou o titular da Sedcti, Serafim Corrêa.
Dragagem
A dragagem é um processo que envolve a limpeza, desassoreamento e remoção de materiais do fundo de corpos d’água, como rios, mares e canais.
Neste período de estiagem, a iniciativa é crucial para desobstruir os rios e aumentar sua profundidade, prevenindo os impactos negativos da seca, que afetam diretamente a Zona Franca de Manaus e o comércio local.
Vale lembrar que o comércio no estado do Amazonas depende principalmente do transporte fluvial, e ações como essa são fundamentais para garantir a continuidade das atividades econômicas.
Prognóstico
Atualmente, conforme prognóstico desenvolvido pela Defesa Civil do Amazonas, a tendência é que a estiagem deste ano seja mais severa que a do ano anterior, quando os rios do Amazonas registraram mínimas históricas.
Um exemplo claro da gravidade da situação é o rio Negro, principal rio que banha a cidade de Manaus. Atualmente, ele está a apenas 35 centímetros acima do nível mínimo histórico registrado em 20 de outubro de 2023.

(Foto: Reprodução/Defesa Civil do Amazonas)
Considerando que ainda estamos no início de outubro, a tendência é que a seca continue a se intensificar, e o recorde de baixa seja alcançado antes mesmo da data do ano passado.
Esse cenário reforça a preocupação com os impactos ambientais e econômicos na região, especialmente, com a aproximação do auge da estiagem.
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