(Fotos: reprodução e Alex Pazuello/Secom)
Manaus (AM) – Um novo desastre envolvendo a árvore de Natal do Largo de São Sebastião, no Centro Histórico de Manaus, expõe a fragilidade da gestão Wilson Lima. Na manhã deste domingo (23), um guindaste tombou durante a montagem da árvore de Natal, provocando o desabamento de parte da estrutura. Duas pessoas ficaram feridas, uma delas morreu ao chegar ao hospital. A outra segue internada em estado estável.
Um histórico de falhas sob a gestão Wilson Lima
O acidente não é um episódio isolado. Pelo contrário: soma-se a uma série de ocorrências que expõem a falta de planejamento, fiscalização e responsabilidade do Governo do Amazonas, responsável pela administração do Largo.
No ano passado, a mesma árvore virou notícia nacional ao pegar fogo em questão de segundos. As chamas consumiram rapidamente a estrutura de 23 metros, que era montada com materiais altamente inflamáveis. A fumaça preta tomou o Centro Histórico, obrigando o Corpo de Bombeiros a isolar a área.
Na ocasião, o governo atribuiu o incêndio a um curto-circuito, mas nada mudou na prática: a decoração foi refeita às pressas, e o episódio acabou tratado como mais um “acidente inevitável”.
Agora, outro desastre — e mais vidas em risco
Desta vez, o problema veio do alto. Um guindaste contratado para a instalação dos módulos da árvore tombou — uma cena registrada em vídeo por pessoas que estavam no local. O equipamento caiu sobre a estrutura e atingiu trabalhadores que atuavam na montagem.
O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas a tragédia já estava feita. A área foi isolada às pressas, novamente transformando um dos principais cartões-postais do Amazonas em cenário de caos.
Documentos em dia não garantem segurança
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa afirmou que a empresa responsável apresentou toda a documentação exigida. Mas a cada novo acidente, fica mais evidente que papéis em ordem não substituem fiscalização e competência técnica — especialmente quando vidas estão em jogo.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas, mas o histórico recente mostra que pouco muda após as investigações.
Repetição de falhas revela descaso com o patrimônio e com as pessoas
O Governo do Amazonas lamentou o ocorrido, como faz a cada tragédia, e prometeu assistência às vítimas. Mas as falhas se acumulam: incêndio no ano passado, desabamento agora, e nenhuma ação estrutural capaz de impedir novos incidentes.
Após o novo episódio, frequentadores criticam a falta de segurança e afirmam que o Largo de São Sebastião virou símbolo de improviso, pressa e falta de prioridade da gestão Wilson Lima.
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