Manaus, 27 de julho de 2026
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Cenário

‘O dia da vergonha’: deputados do AM ecoam discurso bolsonarista contra STF

Na Aleam, Débora Menezes e Delegado Péricles repetem a narrativa de perseguição política, ignorando provas e defendendo Bolsonaro como mártir.

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(Fotos: Matheus Rodrigues/ Aleam)

Manaus (AM) – Os deputados estaduais Débora Menezes e Delegado Péricles lamentaram, nesta terça-feira (2 de setembro de 2025), em discurso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, que ele e outros sete réus são acusados de crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Débora iniciou: “Hoje começa o julgamento mais vergonhoso desse país. Um julgamento nulo, sem prova nenhuma, que é uma verdadeira perseguição política”.

Ela criticou uma declaração do presidente do STF, ministro Barroso, que afirmou que “em breve vamos empurrar o extremismo pra margem da história” — e destacou que ele também comemorou dizendo “nós derrotamos o Bolsonarismo”:

“O que a gente pode esperar de um julgamento onde o próprio presidente do supremo, ministro Barroso deu uma declaração pública dizendo que ‘em breve vamos empurrar o extremismo pra margem da história’. Inclusive, esse é o mesmo ministro que comemorou dizendo ‘nós derrotamos o Bolsonarismo’”

Débora questionou ainda a imparcialidade do julgamento: “A dúvida é, desde quando ministro da suprema corte pode se comportar como um cabo eleitoral? Desde quando um juiz pode declarar de forma antecipada que o seu papel é derrotar certa corrente política? Quem é que vai acreditar que nós teremos um julgamento justo, um julgamento legítimo com essa parcialidade que é totalmente escancarada?”

Em seguida, Delegado Péricles utilizou o tempo do PL para defender o ex-presidente, chamando o julgamento de “o dia da vergonha” e considerando-o uma das maiores injustiças da história do país. Segundo ele, Bolsonaro e os demais réus estariam sendo condenados injustamente, em um processo que subestima a inteligência pública e é “tendencioso”:

“O dia da vergonha. Talvez esteja acontecendo a partir de hoje uma das maiores injustiças da história do país. Se busca condenar, e todos nós percebemos que o presidente Bolsonaro e outras pessoas, réus de um processo totalmente ilegal, serão condenados por um golpe de estado que subestima a nossa inteligência. É tendencioso esse julgamento”

Ele também contestou a acusação de organização criminosa armada, ressaltando que “sequer tem uma arma apreendida” e acusou o processo de objetivar perseguir “o maior líder político do Brasil”: “Se imputa dentro desse golpe o crime de organização criminosa armada, mas sequer tem uma arma apreendida. O que se busca é perseguir o maior líder político do Brasil”

Para finalizar, afirmou que o resultado do julgamento já estaria de certo modo definido: “Sabemos, infelizmente, de forma premeditada que ele será condenado”.

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