(Fotos: Divulgação/Aleam)
Manaus (AM) – Oito vereadores que não conseguiram renovar seus mandatos, estão o atual presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Caio André (União Brasil), que ocupava seu primeiro mandato; Elissandro Bessa (PSB), reeleito pela primeira vez em 2016 e que estava no segundo mandato; e Daniel Vasconcelos (Republicanos), também em seu primeiro mandato. Outro destaque é Glória Carratte (PSB), uma das veteranas da Câmara, que estava em seu sexto mandato, acumulando mais de duas décadas de experiência no Legislativo municipal.
Lissandro Breval (Progressista), Marcel Alexandre (PL), Márcio Tavares (Republicanos) e William Robert Lauschner, mais conhecido como William Alemão (Cidadania), completam a lista dos vereadores que ficaram de fora da nova composição da Câmara e, possivelmente, não terão cargos na Prefeitura de Manaus.
Isso porque todos eles se distanciaram, principalmente nos últimos dois anos, do prefeito David Almeida (Avante), produzindo um verdadeiro ringue na CMM, quando decidiram, segundo o próprio prefeito, “sabotar” os projetos da prefeitura, não aprovando os projetos.
A saída desses nomes destaca o efeito dominó que uma aliança malsucedida pode desencadear, refletindo o jogo de apostas altas e consequências do cenário político.
Os vereadores de oposição ao prefeito David decidiram apoiar a candidatura de Roberto Cidade (União Brasil) no primeiro turno das eleições. Com a derrota de Cidade, apostaram em Capitão Alberto Neto no 2⁰ turno e perderam a chance de continuar no poder.
O resultado das urnas tirou de vez a perspectiva de ingressar em cargos da administração pública de David Almeida, uma vez que o prefeito reeleito tem demonstrado intenção de compor sua equipe com nomes que apoiaram sua candidatura e representam seu projeto de governo. Na tentativa de minimizar, os vereadores derrotados, agora, parabenizam o prefeito pela reeleição, que lhe garante mais quatro anos à frente da prefeitura.
Aliança
O resultado da eleição municipal de Manaus mostra o retrato das alianças necessárias e tão importantes para que não se tenha surpresas quando o tabuleiro político vira de cabeça para baixo, surpreendendo tanto veteranos quanto novatos.
O resultado deixou de fora da Câmara Municipal uma ala de vereadores que, ao apostar na candidatura derrotada de Alberto Neto, agora, se encontram isolados e sem perspectivas de espaço no governo do prefeito eleito, David Almeida. A lista inclui figuras conhecidas da política local e levanta questões sobre o custo político de alianças feitas na corrida eleitoral.
Neste pleito, mesmo com um percentual de renovação sendo de 31%, considerada baixa, em que somente 13 vereadores ficaram de fora, incluindo, de forma inédita, o presidente da CMM, Caio André, numa Casa com histórico de renovação em torno de 50%, sendo que 2020 a renovação foi de 56%, quando somente 18 vereadores dos 41 conseguiram se reeleger, a surpresa foi mais pelos nomes que não figuraram, haja visto que a derrota marcou o fim de uma era para parlamentares mais antigos da Casa.
Ao alinhar-se com Alberto Neto, esses vereadores também arriscaram perder eventuais cargos de apoio na prefeitura de David Almeida.
Assim, esses ex-vereadores devem, agora, repensar seu papel no novo cenário político de Manaus, no qual, fora do Legislativo e sem cargos no Executivo, terão que reavaliar as peças que lhes restam no tabuleiro.
LEIA MAIS:
- Após eleição, vereadores não reeleitos ‘somem’ da CMM
- Pré-candidaturas indicam possível renovação na CMM
- Presidente da CMM, Caio André não consegue se reeleger





