Manaus, 24 de setembro de 2026
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Olhar do Norte estreia Mostra Amazônia Longas nesta quinta

A programação desta quinta-feira começa às 14h, no Teatro Gebes Medeiros, no Centro, com cinco produções da mostra Olhar Panorâmico.

Mostra Amazônia Longas. (Foto-montagem: Divulgação/assessoria)

Manaus (AM) – A 8ª edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte estreia nesta quinta-feira (24), em Manaus, a mostra competitiva Amazônia de Longas-metragens. A primeira sessão será às 18h15, no Teatro Amazonas, com o documentário “Xingu, Nosso Rio Sagrado”, dirigido por Angela Gomes (PA). A entrada é gratuita.

O filme percorre a região do médio Xingu e aborda os impactos da hidrelétrica de Belo Monte sobre o rio e as comunidades indígenas e ribeirinhas que dependem dele. A produção tem entre os pontos de vista a cacica Konkongri Kayapó, liderança feminina do povo Mebêngôkre-Kayapó.

A nova mostra foi criada para ampliar o espaço destinado aos longas produzidos na Amazônia Legal ou dirigidos por cineastas da região. Na primeira edição, foram 28 inscrições, sendo nove do Amazonas e oito do Pará, além de trabalhos de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Acre.

O documentário também acompanha como povos originários e comunidades tradicionais convivem com o Xingu, enfrentam ameaças e desenvolvem estratégias de resistência para preservar o rio e seus modos de vida.

Sessões começam às 14h

A programação desta quinta-feira começa às 14h, no Teatro Gebes Medeiros, no Centro, com cinco produções da mostra Olhar Panorâmico.

“Rios de Memórias”, dirigido por Cinema Instantâneo (RO), acompanha estudantes de cinema que investigam as memórias do Rio Cayarí, também conhecido como Rio Madeira, em Porto Velho.

Já “De Volta Ao Começo”, de Sérgio Santos Barroso (TO), acompanha Jonas, que deixa a cidade após o fim de um relacionamento e passa a viver na casa de campo herdada dos pais. Vinte anos depois da publicação de seu primeiro romance, ele tenta escrever o segundo, mas precisa dividir a rotina com o sobrinho Igor e a namorada dele, Maxxie.

“Praia Grande”, de Fernando Segtowick e Lucas Domires (PA), parte de uma viagem ao local que dá nome ao filme para revisitar memórias da família Segtowick, marcadas pelo tempo, pelo rio e pela presença de um grande pai.

A sessão também terá “Devaneios Rodoviários”, de Pedro Bezerra (MA), sobre uma viagem de ônibus em que sonhos, memórias e paisagens se misturam ao amanhecer, e “No Limite do Lavrado”, de Alex Pizano (RR).

Amazônia Curtas e Outros Nortes

Às 16h, o Teatro Amazonas recebe seis produções das mostras Amazônia Curtas e Outros Nortes.

“Éter”, de Luiza Calagian (SP), acompanha Branca, uma mulher de 96 anos que conduz a neta por memórias relacionadas à espiritualidade e à própria visão sobre a vida.

“Lendas da Noite”, de Olavo Toledo (SP), apresenta um vampiro ancestral que, após milênios de tédio, é levado por uma figura misteriosa a um jogo de perseguição pelas ruas de São Paulo.

Em “Samba Infinito”, de Leonardo Martinelli (RJ), um gari enfrenta o luto pela morte da irmã enquanto trabalha durante o Carnaval do Rio de Janeiro. Durante a folia, ele encontra uma criança perdida e decide ajudá-la.

O documentário “Capim”, de Júlia Munhoz e Caio Pimenta (MT), aborda a história de um povo indígena retirado de seu território na década de 1960 e os conflitos envolvendo a retomada da área anos depois, a devastação ambiental e a reconstrução da comunidade.

“Minha Tia Suzi”, de Tatiana Horevicht (MT), acompanha Renato, de sete anos, que conhece a irmã trans do pai, que retorna do exterior para vender a casa da família. Entre memórias e fotografias, o menino passa a enxergar novas possibilidades para compreender sua própria história.

A sessão termina com “Por Onde Você Vai”, de Bruma de Sá e Mauro Gruber (AM), que acompanha Dália, Duda e Nikki em uma narrativa marcada pelo silêncio, pela contemplação e pela ausência.

Filmes convidados encerram a programação

A partir das 20h30, dois filmes do Amazonas encerram as sessões desta quinta-feira no Teatro Amazonas.

“Zona XYZ”, de Ricardo Manjaro e Henrique Amud, apresenta uma Manaus coberta pela fumaça, onde um presidiário aceita vender sua sentença a uma empresa do Distrito Industrial em troca da redução da pena. Enviado às misteriosas Zonas de Coleta, ele descobre que sua prisão vai além da cela.

Na sequência, “Obeso Mórbido”, de Diego Bauer, revisita a trajetória do diretor como ator e realizador e aborda as marcas da obesidade em sua vida pessoal e artística.

Festival segue até domingo

O Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte segue até domingo (27), em espaços culturais de Manaus. Nesta edição, foram 596 inscrições e 67 filmes selecionados, de 19 estados e do Distrito Federal.

O Amazonas lidera a seleção, com 14 produções, seguido pelo Pará, com 11. Mato Grosso e Rondônia aparecem com sete filmes cada.

Entre as mostras, a Amazônia de Longas-metragens recebeu 28 inscrições. A Amazônia de Curtas teve 188 trabalhos inscritos, enquanto a Outros Nortes recebeu 325 e a mostra Olhinho, voltada ao público infantil, contabilizou 55.

Após as sessões presenciais, parte da programação também poderá ser acompanhada pela plataforma Itaú Cultural Play.

A programação completa está disponível no site oficial do festival e no perfil @olhardonorte, no Instagram.

(*) Com informações da assessoria

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