(Foto: Ton Molina/Agência Senado & Danilo Mello e Evandro Seixas/Aleam)
Manaus (AM) – As candidaturas de Omar Aziz, do Partido Social Democrático (PSD), Professora Maria do Carmo, do Partido Liberal (PL), e Roberto Cidade, do União Brasil (UB), lideram com folga a captação de recursos e concentram o volume milionário de receitas para a disputa ao governo do Amazonas. Juntos, os três concorrentes somam R$ 13,65 milhões em seus caixas de campanha, segundo dados oficiais do sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A concentração de recursos resulta das transferências efetuadas pelas direções nacionais das legendas.
No topo da arrecadação, Omar Aziz contabiliza R$ 6,12 milhões em receita bruta e líquida, sem registros de devolução. A montagem financeira do candidato apoia-se em duas injeções partidárias de grande porte: a Direção Nacional do PSD transferiu R$ 3 milhões, valor correspondente a 49,02% do total captado. Em proporção idêntica de 49,02%, a Direção Nacional do Republicanos enviou outros R$ 3 milhões.
Doações individuais completam o orçamento, com R$ 100.000,00 (1,63%) repassados por Francisco Rocha da Silva e R$ 20.000,00 doados por Mario Silva Barreiro.
Logo atrás, a candidatura de Professora Maria do Carmo declara R$ 4,53 milhões arrecadados em valores brutos e líquidos. A quase totalidade desses recursos provém da Direção Nacional do PL, que repassou R$ 4,5 milhões em uma única operação, cobrindo 99,34% da conta eleitoral. A própria candidata injetou o saldo remanescente de R$ 30 mil divididos em duas operações próprias de R$ 15 mil.
Integrando o grupo das arrecadações milionárias, Roberto Cidade acumula R$ 3 milhões em recursos totais. A fatia principal desse montante origina-se da Direção Nacional do União Brasil, que disponibilizou R$ 2,855 milhões através de duas operações, alcançando 95,01% do total arrecadado. A Direção Estadual/Distrital do União Brasil no Amazonas complementou a receita com o repasse de R$ 150 mil (4,99%).
David Almeida, do Avante, declara uma receita de R$ 2 milhões de reais. O montante foi transferido integralmente pela Direção Nacional de sua sigla em três operações registradas no sistema do TSE.
Em patamar consideravelmente inferior, Gilberto Vasconcelos, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), declara R$ 25 mil de receitas. A Direção Nacional da legenda contribuiu com R$ 20 mil (80%), suplementados por doações de Bernardo Thiago Paiva Mesquita, no valor de R$ 2 mil (8%), Gilberto Vasconcelos da Silva, de R$ 1,5 mil (6%), e Juliana Frota Rebouças, de R$ 1,5 mil (6%).
Na extremidade oposta do levantamento do TSE, duas candidaturas aparecem sem prestação de contas apresentada. Isael Munduruku, da Rede Sustentabilidade (REDE/Federação PSoL REDE), e Cabo Daciolo, do Mobilização Nacional (Mobiliza), aguardam julgamento de candidatura e constam com registros zerados no sistema. Para ambos, a Justiça Eleitoral estipulou os limites legais de gastos em R$ 7,115 milhões para o primeiro turno e R$ 3,557 milhões para o segundo turno.
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