Manaus, 1 de setembro de 2026
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Cenário

Secretário de Roberto Cidade tenta minimizar e chama rebelião de ‘manifestação de presos’

Anézio Paiva rejeitou classificar movimentação como rebelião, apesar do acionamento do Batalhão de Choque e de negociadores do Bope para acompanhar a ocorrência.

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(Foto: Divulgação e Reprodução/ SSP-AM)

Manaus (AM) — Em meio a uma movimentação de detentos que levou o Governo do Amazonas a mobilizar o Batalhão de Choque e negociadores do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Anézio Brito de Paiva, tentou reduzir a dimensão do episódio nesta terça-feira (1º) ao classificá-lo apenas como uma “manifestação” de presos.

A declaração foi dada após o secretário ser questionado diretamente pela imprensa local se a ocorrência se tratava de uma rebelião.

“Não, é apenas uma questão de uma manifestação que está acontecendo lá na nossa unidade prisional, onde nós temos cerca de 70 presos militares”, respondeu Anézio.

 

Apesar de afastar o termo “rebelião”, o próprio secretário confirmou uma operação de segurança para acompanhar a movimentação. Segundo ele, policiais do Batalhão de Choque e negociadores do Bope foram enviados à unidade.

O secretário de Administração Penitenciária, coronel Paulo César, também se deslocou ao local para identificar quais seriam as reivindicações dos detentos e os motivos da mobilização.

“Nós estamos acompanhando, passo a passo, essa situação, para saber justamente o motivo do porquê dessa manifestação”, declarou o titular da Segurança Pública.

Até o momento da declaração, portanto, o próprio Governo ainda não sabia informar publicamente o que havia provocado a movimentação dos presos.

Anézio também procurou afastar a possibilidade de problemas em outras unidades do sistema penitenciário e afirmou que a ocorrência era isolada.

“Deixo bem claro que exclusivamente nessa unidade prisional. O restante das unidades prisionais está tudo dentro da normalidade”, afirmou.

A ocorrência coloca novamente o sistema de segurança pública estadual sob atenção. Apesar do aparato policial mobilizado, a versão apresentada pelo secretário de Segurança é de que o episódio não passou de uma “manifestação” restrita à unidade.

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