Manaus, 6 de julho de 2026
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Política

Omar, Braga e Plínio apoiam Galípolo para a presidência do BC

O voto de Valério já havia sido adiantado pelo Portal AM1. O senador faz parte do grupo de oposição ao governo Lula, mas neste caso, Galípolo conseguiu um posicionamento favorável. 

Senadores do AM aprovam nome de Galípolo

Senadores do AM aprovam nome de Galípolo - Fotos: ( Pedro França/ Waldemir Barreto/Agência Senado)

Brasília (DF) – O Senado aprovou nesta terça-feira (8) o nome de Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária, para a presidência do Banco Central. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Galípolo foi aprovado com 66 votos favoráveis e cinco contrários. Os senadores Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD) e Plínio Valério (PSDB) estiveram entre os que aprovaram a indicação.

Para Plínio Valério, relator da PEC que trata da autonomia financeira e fiscal do Banco Central, Galípolo é uma indicação qualificada e, além disso, concorda com o projeto que transforma o BC em uma empresa pública.

“O indicado ao BC, Galípolo, esteve no meu gabinete há duas, três semanas e me disse textualmente que é favorável à autonomia financeira e fiscal do Banco Central. Essa é uma PEC do senador Vanderlan, que eu estou relatando. Com isso, ele abriu o caminho para que eu votasse a favor”, afirmou o senador.

O voto de Valério já havia sido antecipado pelo Portal AM1. O senador faz parte do grupo de oposição ao governo Lula, mas, nesse caso, Galípolo conquistou seu apoio.

Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o futuro presidente do BC foi sabatinado por quatro horas e aprovado por unanimidade, com 26 votos favoráveis. Ele assumirá o lugar de Roberto Campos Neto, cujo mandato de 4 anos termina em 31 de dezembro deste ano.

Eduardo Braga (MDB) declarou, durante discurso no plenário, que seu voto em Galípolo expressa a esperança de continuidade na reestruturação da política monetária do Brasil. Além disso, Braga destacou três pontos que considera fundamentais: a taxa de juros do cartão de crédito, o microcrédito para MEIs e o cheque especial.

“Precisamos de políticas monetárias que sejam sustentáveis, contínuas e acessíveis a essa parcela tão significativa da população”, pontuou.

Sabatina

Durante a sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o economista respondeu a diversas perguntas, incluindo sobre o combate à inflação, que, apesar dos “numerosos desafios”, é uma questão que envolve o compromisso do Banco Central. Ele também foi questionado sobre a possibilidade de interferência do presidente Lula no comando da instituição.

Sobre a autonomia do BC, Galípolo garantiu aos parlamentares que Lula lhe assegurou “liberdade na tomada de decisões”.

“Ouvi de forma enfática e clara a garantia da liberdade na tomada de decisões, e que o desempenho da função deve ser orientado exclusivamente pelo compromisso com o povo brasileiro. Cada ação e decisão deve visar unicamente o bem-estar de cada brasileiro”, afirmou Galípolo.

Outro tema sensível abordado foi o impacto das apostas on-line e o possível aumento da inadimplência dos brasileiros, assunto levantado pelo senador Omar Aziz. Galípolo esclareceu que a regulamentação “não é papel do BC”.

“O Banco Central não tem qualquer atribuição sobre a regulação das apostas. Nossa função é entender, como o senador André Amaral bem colocou, o impacto disso no consumo, no endividamento das famílias e como explicar a relação entre atividade econômica, despesas e impacto na inflação, que também se relaciona com a reforma tributária”, explicou o economista.

Satisfeito com a resposta de Galípolo sobre as apostas, Omar Aziz cedeu seu tempo de questionamento para expressar sua satisfação em presidir parte da sessão.

“Já votei, conheço o histórico e estou feliz por presidir hoje esta sessão. Presidi também a sessão que escolheu Roberto Campos como presidente do Banco Central – e deu sorte para ele, viu?”, destacou o senador.

 

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