Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Operação da PC-AM prende investigados que passaram por gabinetes de vereadores em Manaus

Após a operação, parlamentares se pronunciam e destacam que não há ligação entre seus mandatos e os fatos apurados.

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(Foto: Robervaldo Rocha/Dircom)

Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), uma operação para desarticular um esquema ligado ao Comando Vermelho que, conforme as apurações, mantinha um “núcleo político” com acesso aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O grupo teria atuação estruturada voltada ao tráfico de drogas.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão, sendo oito no Amazonas. Entre os presos estão pessoas que já passaram por gabinetes de vereadores e atuaram na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Uma das investigadas é Lucila Costa Meireles, presa fora do estado. De acordo com a polícia, ela é apontada como integrante do núcleo político e já exerceu cargos de assessoria parlamentar, inclusive na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e na própria CMM.

Segundo as investigações, Lucila se apresentava como advogada sem possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e atuaria como lobista do grupo. Mensagens analisadas pela polícia indicam que ela e outra suspeita teriam efetuado pagamento de propina a um servidor do Judiciário para obter e repassar informações sobre processos que tramitavam em segredo de Justiça.

O vereador Rodrigo Guedes (PP) utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (20) para comentar a prisão de Lucila Meireles Costa. No vídeo, o parlamentar confirmou que Lucila trabalhou em seu gabinete entre 2022 e maio de 2024, mas afirmou que não mantém qualquer vínculo com ela desde então.

“Eu contratei a Lucila para um trabalho técnico, e ela aqui nunca se apresentou como advogada. Está aqui o documento do bacharelado dela em direito. Antes de ela entrar aqui, ela é obrigada a apresentar este documento aqui de certidão de antecedentes criminais com o nada consta”, documento exigido de todos os servidores antes da nomeação.

Guedes afirmou ainda que a contratação se deu com base na experiência profissional da então assessora, que já teria atuado em gabinetes de outros parlamentares e também na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.

O vereador disse que Lucila deixou o cargo em 2024 por não estar correspondendo tecnicamente às expectativas da chefia e ressaltou que, durante o período em que atuou em seu gabinete, não houve qualquer conduta que levantasse suspeitas. Ele também destacou que a prisão ocorreu em Teresina, dois anos após o desligamento de Lucila.

Confira:

Além disso, documentos públicos que constam no Diário Oficial Eletrônico Legislativo Municipal mostram que, em 2020, conforme o Ato da Presidência nº 25/2020 -VG-DG, publicado durante a gestão do então presidente Joelson Sales Silva, Josafá de Figueiredo Silva foi nomeado para o cargo de Assistente Parlamentar Comissionado (APC-1) no gabinete do vereador Raulzinho (MDB) que informou ao Portal de Notícias Rede Onda Digital por meio de sua assessoria de comunicação que não pretende se manifestar neste momento e que deverá se pronunciar em sessão plenária na segunda-feira (23/02).

Já em 2022, no Diário Oficial Eletrônico Legislativo Municipal assinado pelo então presidente da Casa, David Reis, consta a nomeação de Nubia Rafaela Silva de Oliveira como APC-1, também com gratificação, no gabinete do então vereador Elissandro Bessa (PSB), que atualmente não exerce mandato parlamentar.

Também à Onda Digital, o ex-vereador se manifestou após a divulgação de que Nubia citada na Operação teria atuado em seu gabinete. Em nota, o parlamentar afirmou que a ex-servidora exercia “exclusivamente funções de natureza técnica e jurídica no âmbito do gabinete, sem qualquer atribuição político-partidária ou atuação externa” em seu nome.

Segundo Bessa, a contratação limitava-se à prestação de serviços de assessoria jurídica institucional. Ele ressaltou ainda que eventuais condutas praticadas fora das dependências do gabinete e sem relação com as atribuições funcionais designadas são de “responsabilidade pessoal e exclusiva” da profissional. O ex-vereador declarou que não há qualquer nexo entre a atuação parlamentar dele e possíveis fatos investigados na operação conduzida pela Polícia Civil do Amazonas.

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