Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Jaildo nega cassação e diz que gastos investigados foram com refeição de assessores

O vereador foi condenado a devolver R$ 387.486,16 aos cofres públicos.

guarda-máscara

Foto: Robervaldo Rocha/CMM

Manaus (AM) – O vereador Jaildo Oliveira voltou a negar que corre o risco de perder o mandato na Câmara Municipal de Manaus (CMM) por suposta improbidade administrativa, o caso aberto na justiça seria sobre a restituição de valores ao erário público. O vereador disse ainda que os valores investigados são referentes a alimentação dos seus funcionários pagos pelo Cotão.

Na última semana, o caso judicial envolvendo o vereador ganhou destaque, isso porque o Ministério Público Federal (MPF) enviou um ofício à CMM, confirmando que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou o vereador por improbidade administrativa e sugeriu que o parlamentar tenha o mandato cassado.

Porém, o vereador considerou a notificação como um equívoco do órgão e afirmou que não terá o mandato cassado. A declaração foi feita por Jaildo em entrevista.

Na ocasião, Jaildo Oliveira deu mais detalhes da decisão do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) que pediu a devolução de R$ 387.486,16 aos cofres públicos.

O órgão condenou o vereador em setembro a devolver dinheiro usado da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), por considerar que os recursos foram usados de forma irregular entre 2010 e 2011, com gastos de alimentação, combustível, transporte e divulgação parlamentar.

O vereador deu mais detalhes das notas consideradas frágeis pelo órgão. Segundo Jaildo, ele pagava o almoço de seus assessores diariamente em um restaurante simples em frente a CMM.

“Eu assistia os meus assessores com o almoço e fazia isso através do recurso da CMM, que naquela época o Cotão podia ser usado para alimentação. Mas ao invés de todo dia retirar uma nota fiscal no restante referente ao consumo de cada assessor nós retirávamos um nota com todo o consumo mensal, foi apenas isso”, disse.

O MP também apontou que Jaildo teve gastos excessivos com combustível e usou dinheiro público para promoção pessoal com fins políticos, o que é proibido por lei.

LEIA MAIS