Manaus, 17 de julho de 2026
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Cenário

Operação mira suposta lavagem de dinheiro e bloqueia até R$ 25 milhões de empresa no AM

A ação cumpriu um mandado de prisão temporária, oito mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 25 milhões.

(Foto: Divulgação /MPAM)

O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Gordura Saturada para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos provenientes de contratos com a administração pública.

A ação cumpriu um mandado de prisão temporária, oito mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 25 milhões.

Segundo o MPAM, a investigação começou após a identificação de sucessivos saques em dinheiro realizados pelo sócio de uma empresa fabricante de bombonas plásticas, cujo capital social registrado é de apenas R$ 30 mil. As movimentações financeiras chamaram a atenção dos investigadores pelo volume incompatível com o porte da empresa.

Durante as apurações, o Gaeco identificou que uma empresa prestadora de serviços de publicidade para órgãos públicos estaduais e municipais realizou transferências milionárias para a empresa investigada.

Conforme o Ministério Público, não foram encontrados contratos, prestação de serviços ou operações comerciais que justificassem os repasses financeiros.

As investigações também apontam que, após receber os recursos, a empresa distribuía valores para pessoas físicas e jurídicas, enquanto seu sócio realizava saques em espécie diretamente nas agências bancárias.

Para os investigadores, esse modelo de movimentação teria sido utilizado para dificultar o rastreamento da origem e do destino do dinheiro.

No cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam aproximadamente R$ 400 mil em dinheiro vivo e uma arma de fogo, que passarão por perícia e integrarão o conjunto de provas da investigação. A operação contou com apoio da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

O processo tramita sob segredo de Justiça. Por esse motivo, o Ministério Público não divulgou a identidade dos investigados nem o nome das empresas envolvidas.

 

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