Em entrevista ao programa Bastidores CNN, nesta sexta-feira (27), Padilha reagiu à proposta apresentada pelo parlamentar e classificou a gestão anterior como responsável por um “apagão” na saúde, especialmente nos hospitais federais do Rio de Janeiro. “Cai na real, Flávio Bolsonaro. Quem é você ou qualquer membro dessa família para vir falar sobre saúde?”, afirmou.
O ministro também criticou a atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, citando o que chamou de postura negacionista e desrespeitosa diante das vítimas da doença.
Ao defender a atual gestão, Padilha apresentou dados que indicam aumento na produção do SUS. Segundo ele, o país registrou, em 2025, 14,8 milhões de cirurgias eletivas, crescimento superior a 40% em relação ao período anterior. Também destacou a ampliação para 316 mil leitos de internação e a reestruturação de hospitais federais no Rio.
Sobre a tabela de pagamentos do SUS, ponto central da proposta de Flávio Bolsonaro, o ministro afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já implementou reajustes permanentes desde 2023 e criou novos valores para procedimentos prioritários.
O embate evidencia a disputa política em torno da condução da saúde pública e do legado da pandemia, transformando a discussão sobre o SUS em mais um capítulo da polarização nacional.