Manaus, 25 de junho de 2024
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Cenário

Parada LGBT+ de São Paulo tira o sono de vereadores da CMM

O assunto iniciou quando o vereador da ala conservadora, Raiff Matos, mostrou uma imagem do bloco infantil que participou do evento, em que crianças seguravam uma faixa com a descrição: “Crianças e adolescentes trans existem”.

Parada LGBT+ de São Paulo tira o sono de vereadores da CMM

(Fotos: Mauro Pereira/Divugação/ Montagem - Portal AM1)

Manaus (AM) – A Parada do Orgulho Gay do estado de São Paulo, realizada no último domingo (2), na capital paulista, foi assunto entre os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta terça-feira (4).

O assunto iniciou quando o vereador da ala conservadora, Raiff Matos (PL), usou a tribuna da Casa legislativa para mostrar uma imagem do bloco infantil que participou do evento. Na imagem, crianças seguravam uma faixa com a descrição: “Crianças e adolescentes trans existem”.

A frase em questão deixou o parlamentar atordoado, pois segundo ele, “expor crianças a atos libidinosos em pleno céu aberto é um crime”. Raiff estava indignado com a imagem e relembrou de uma lei municipal de sua autoria, aprovada no ano passado pelo Executivo municipal, que proíbe a participação de crianças e adolescentes nesses eventos.

“Eu subscrevi uma lei municipal que saiu dessa augusta casa, aonde proíbe crianças a participarem desse tipo de evento. Quando a pessoa é adulta, tudo bem, mas colocar criança neste tipo de evento é inadmissível, e um escárnio, é uma afronta aos pais de família!”, declarou o vereador.

Matos também afirmou que a Comissão de Defesa da Criança, do Adolescente e do Idoso, da CMM, na qual ele é vice-presidente, tem que se posicionar e não permitir que os menores sejam “induzidos de forma errada”.

Apoiaram

Outros vereadores também se manifestaram e debateram sobre o assunto. Um deles foi o vereador Marcel Alexandre (PL), pastor no Ministério Internacional da Restauração (MIR), o qual disse que a aceitação da ideologia de gênero é “uma mentira”. Além disso, Alexandre afirma, ainda, que o movimento está “seduzindo” e “homossexualizando” as crianças.

“Estão ensinando as crianças a aceitar a convivência com o diferente, mas isso é mentira. O que está acontecendo aí é um projeto desenvolvido há muitos anos […] o que esse projeto visa não é aceitação coisíssima nenhuma, é apenas uma desculpa, é que a sociedade passe por uma transformação. Ou nós nos levantamos para defender a família na sua forma original, biológica, como a natureza nos trouxe, com as bênçãos de Deus, ou nós teremos uma sociedade com mais problemas do que ela tem”, disse.

Dione Carvalho (Agir), após ouvir os pronunciamentos dos demais colegas, disse que vai acionar o Ministério Público Municipal para fiscalizar as futuras ações da minoria em Manaus, a fim de saber se haverá participação de acrianças e adolescentes, já que, por lei, está proibida a participação.

“Eles podem fazer o que quiserem, só não toquem nas nossas crianças. As crianças são fáceis de manipular e isso é inadmissível, que um grupo de pessoas está utilizando as nossas crianças como escudo, para-raios, para sobrepor da sua ideologia[…] Eu vou acionar o Ministério Público e o Juizado da Infância e da Juventude para que possam acompanhar de perto essas ações que vão ter aí, para saber se vão envolver as crianças”, afirmou.

Comparação

Já o líder do prefeito na Câmara Municipal, vereador Eduardo Alfaia (Avante), comparou a ação dos órgãos fiscalizadores nos eventos LGBT+ e nos acampamentos dos eleitores do ex-presidente Bolsonaro (PL) em frente aos quartéis, onde os pais levaram seus filhos e foram obrigados a retirá-los das manifestações por ordem judicial.

“Eu me lembro que, na época em que grande parte foi ocupar os quartéis, fazer manifestação em favor da liberdade e da democracia, o Conselho Tutelar, o próprio Judiciário, o Ministério Público, fizeram inúmeras incursões em frente aos quartéis, porque afirmaram que as nossas crianças estavam sendo expostas naquela manifestação, que, na verdade, era pacífica!”, argumentou o parlamentar.

 

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