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Brasil

Corpo do jornalista Clóvis Rossi é enterrado em São Paulo

Participaram familiares, amigos, políticos, colegas de profissão e leitores que admiravam seu trabalho.

Corpo do jornalista Clóvis Rossi é enterrado em São Paulo

SÃO PAULO, SP, 15.06.2019: CLÓVIS-ROSSI - Familiares e amigos no enterro do corpo do jornalista da Folha de S.Paulo Clóvis Rossi no cemitério Gethsêmani, no Morumbi, na manhã deste sábado (15). (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

Catarina Rossi, viúva, no enterro do corpo do jornalista da Folha de S.Paulo Clóvis Rossi, no cemitério Gethsêmani, no Morumbi. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

O corpo do jornalista Clóvis Rossi, decano da Folha de S.Paulo que morreu nesta sexta-feira (14), foi enterrado no final da manhã deste sábado (15) no Cemitério Gethsêmani, na zona sul de São Paulo.
Participaram familiares, amigos, políticos, colegas de profissão e leitores que admiravam seu trabalho.
Cláudia Rossi, 52, uma de suas filhas, fez questão de ressaltar a importância de Rossi como pai, avô e amigo.
“Sempre foi a pessoa para quem eu corria em busca de resolução de todas as coisas. Meu pai tinha a sabedoria de transformar algo que parecia um problema gigante em quase nada. Era o meu eixo. Era o eixo de nossa família.”
“Meu pai sempre viajava muito. Passei vários aniversários longe dele, mas isso não quer dizer que ele era ausente. Ele sempre ligava e trazia para mim e para minha irmã [Clarissa] uma bonequinha de cada parte do mundo que ele visitava”, contou, durante a cerimônia.
Emocionada, Claudia também contou do carinho e dedicação de Rossi como pai no encerramento da cerimônia. Patrícia Campos Mello, repórter especial da Folha de S.Paulo, homenageou em discurso a generosidade e a importância de Rossi para três gerações de jornalistas.
Já aos netos, ele teve mais tempo para se dedicar. A mais nova, Alice, 10, levou um envelope com uma cartinha de despedida para o avô, lida no encerramento da cerimônia. Dentro, havia um bombom de chocolate -Rossi adorava, ao contar história para as netas, comer um ao lado delas, longe dos pais e da avó das meninas.
Uma das leitoras presentes foi Maria Helena de Aguiar, que deu depoimento a Clóvis Rossi em 2014 (“Filha de padre guarda segredo por 25 anos para proteger sacerdócio do pai”).
Maria Helena, que nunca conheceu o jornalista pessoalmente, mora em Zurique e estava de passagem por Santos, no litoral sul do estado de SP. “Vim prestar minha última homenagem”, disse.
O vereador Eduardo Suplicy (PT), que participou da cerimônia, conta que era leitor assíduo dos artigos de Rossi. “Ele sempre tinha uma perspectiva a favor da democracia, em respeito aos direitos humanos.”
Nove coroas homenagearam Rossi no salão onde o corpo foi velado. Ele foi coberto com a bandeira do Palmeiras e um cachecol do Barcelona, times para os quais torcia.
O jornalista tinha 76 anos e morreu em casa, onde se recuperava de infarto sofrido na semana passada. Deixa mulher, Catarina, com quem havia completado 56 anos de convivência na véspera, três filhos (Cláudia, 52, Clarissa, 51, e Cassio, 49) e três netos (Tiago, 26, Natália, 24, e Alice, 10).
Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, Rossi publicou seu último texto na quarta (12), intitulado “Boletim Médico”.

(*) com informações da Folhapress