Manaus, 17 de julho de 2026
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Manaus, 17 de julho de 2026

Cidades

Perícia depende do fim da operação contra vazamento de estireno no Distrito Industrial

Conclusão do resfriamento do tanque será determinante para o início da investigação sobre as causas e possíveis responsabilidades pelo acidente.

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(Foto:Divulgação/Semmas)

Manaus (AM) – O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) mantém, nesta sexta-feira (17), uma operação ininterrupta para eliminar completamente o vazamento de estireno registrado em uma fábrica do Distrito Industrial de Manaus. Mesmo após o controle inicial da ocorrência, as equipes seguem trabalhando no resfriamento do tanque responsável pelo incidente para impedir novas emissões do composto químico.

A força-tarefa utiliza sete canhões de água para resfriar a estrutura e interromper totalmente a liberação do produto. Segundo o CBMAM, uma nova avaliação técnica será realizada após o prazo de 24 horas estabelecido na quinta-feira (16), quando deverá ser decidido se a fábrica e as indústrias vizinhas poderão retomar as atividades.

Logo após o acidente, o Corpo de Bombeiros controlou o vazamento e, com apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), isolou um raio de 300 metros ao redor da unidade industrial para garantir a segurança da população e dos trabalhadores.

Gás exige monitoramento contínuo

De acordo com os órgãos estaduais, o estireno possui densidade superior à do ar, o que faz com que sua dispersão ocorra de forma mais lenta em comparação a outros gases ou fumaças. Apesar dessa característica, o Governo do Amazonas afirma que o risco para a população permanece baixo.

A liberação da circulação de pessoas e do funcionamento das empresas próximas dependerá dos resultados das novas análises realizadas pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e demais órgãos envolvidos na ocorrência.

Após a conclusão da etapa de resfriamento do tanque, serão iniciadas as perícias que irão apontar as causas do acidente e definir eventuais responsabilidades.

Comitê acompanha ações da empresa

Durante reunião do comitê de crise criado para acompanhar a ocorrência, representantes da empresa apresentaram às autoridades os protocolos de segurança e as medidas adotadas para controlar o vazamento. As ações seguem sendo monitoradas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Ipaam.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) foi acionado imediatamente após o início da ocorrência para coordenar os atendimentos realizados pelos telefones 190 e 193 e integrar a atuação dos órgãos estaduais.

No primeiro dia da operação foram mobilizadas cerca de dez viaturas, quatro canhões de água e 35 bombeiros, além das brigadas de emergência da própria empresa.

Defesa Civil mantém orientações

Enquanto a situação não é totalmente encerrada, a Defesa Civil orienta que moradores e trabalhadores da região permaneçam em locais abertos e bem ventilados, mantenham portas e janelas abertas e evitem utilizar aparelhos que puxem ar do ambiente externo, como aparelhos de ar-condicionado e sistemas de ventilação.

Mais de 200 atendimentos na rede estadual

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que, até as 12h desta sexta-feira, foram registrados mais 23 atendimentos relacionados à possível exposição ao estireno.

Desde o início da ocorrência, o número de atendimentos chegou a 211 pacientes na rede estadual de saúde. Desse total, apenas uma pessoa permanece internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em recuperação e com baixo risco de morte, segundo a pasta.

A SES-AM reforça que pessoas que apresentarem sintomas como irritação nos olhos ou na pele, tontura, dor de cabeça, náusea, sonolência, confusão mental, dificuldade para respirar ou perda de consciência devem procurar imediatamente uma unidade de saúde ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192.

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