Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

PF investiga possível ligação de empresários presos com R$ 1,2 milhão a Adail Pinheiro e ao deputado Adail Filho

Apuração aponta suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis desvios de recursos públicos no Amazonas.

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(Foto: Divulgação/Instagram @souadailpinheiro e @adailfilho)

Coari (AM) – Uma reportagem publicada pelo UOL aponta que a Polícia Federal associou três empresários do Amazonas, detidos em maio deste ano com R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo transportado em malas no aeroporto de Brasília, ao prefeito de Coari no interior do estado, Adail Pinheiro (Republicanos), e ao filho dele, o deputado federal Adail Filho (Republicanos-AM).

Conforme a reportagem, o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda a definição do ministro relator. A Justiça do Distrito Federal encaminhou o processo à Corte após identificar indícios de envolvimento de parlamentar federal, o que justifica a análise pelo foro privilegiado. As investigações apontam suspeitas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

Conforme cita a reportagem, trechos do inquérito obtidos mostram que os empresários César de Jesus, Vagner Moitinho e Erick Saraiva, o deputado e o prefeito são investigados por possível participação em um esquema envolvendo verbas públicas.

Os três empresários chegaram a ser detidos, mas atualmente respondem em liberdade. Eles foram indiciados por lavagem de dinheiro e negam as acusações.

Ainda segundo o UOL, a Polícia Federal identificou transações financeiras consideradas suspeitas, além de repasses de emendas parlamentares e recursos federais destinados ao município de Coari. A investigação também aponta indícios de desvios ligados a contratos públicos e emendas. Em apurações anteriores, a PF já havia encontrado cerca de R$ 6 milhões em contratos firmados entre empresas dos empresários investigados e a Prefeitura de Coari.

A decisão da 2ª Vara Criminal do DF, citada pelo ministro Alexandre de Moraes, sorteado para analisar o caso no STF, destaca elementos que sugerem a atuação do deputado federal e do prefeito em possíveis fraudes, com base em dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático. A defesa tentou impedir o envio do inquérito ao Supremo, mas o pedido não prosperou.

Declarações dos parlamentares

Em nota e declarações públicas, o deputado Adail Filho negou manter relação comercial com os empresários. Ele afirmou que apenas ofereceu apoio político, como a disponibilização de gabinete e motorista a Vagner Moitinho, a pedido do filho dele, vereador em Presidente Figueiredo (AM), prática que diz adotar com outros aliados políticos.

O parlamentar também declarou ser proprietário de apenas duas empresas registradas em seu nome e afirmou não receber pagamentos nem manter vínculos comerciais com Vagner Moitinho.

Já o advogado Fabrício Parente, que defende Vagner Moitinho e o prefeito Adail Pinheiro, afirmou para a reportagem que não houve crime no transporte do dinheiro apreendido e que empresários, deputado e prefeito estariam sendo vítimas de preconceito por parte da polícia. Segundo a defesa, não há relação do prefeito nem do parlamentar com a apreensão do montante no aeroporto de Brasília.

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