Conforme a reportagem, o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda a definição do ministro relator. A Justiça do Distrito Federal encaminhou o processo à Corte após identificar indícios de envolvimento de parlamentar federal, o que justifica a análise pelo foro privilegiado. As investigações apontam suspeitas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Conforme cita a reportagem, trechos do inquérito obtidos mostram que os empresários César de Jesus, Vagner Moitinho e Erick Saraiva, o deputado e o prefeito são investigados por possível participação em um esquema envolvendo verbas públicas.
Os três empresários chegaram a ser detidos, mas atualmente respondem em liberdade. Eles foram indiciados por lavagem de dinheiro e negam as acusações.
Ainda segundo o UOL, a Polícia Federal identificou transações financeiras consideradas suspeitas, além de repasses de emendas parlamentares e recursos federais destinados ao município de Coari. A investigação também aponta indícios de desvios ligados a contratos públicos e emendas. Em apurações anteriores, a PF já havia encontrado cerca de R$ 6 milhões em contratos firmados entre empresas dos empresários investigados e a Prefeitura de Coari.
A decisão da 2ª Vara Criminal do DF, citada pelo ministro Alexandre de Moraes, sorteado para analisar o caso no STF, destaca elementos que sugerem a atuação do deputado federal e do prefeito em possíveis fraudes, com base em dados obtidos por meio de quebra de sigilo telemático. A defesa tentou impedir o envio do inquérito ao Supremo, mas o pedido não prosperou.
Declarações dos parlamentares
Em nota e declarações públicas, o deputado Adail Filho negou manter relação comercial com os empresários. Ele afirmou que apenas ofereceu apoio político, como a disponibilização de gabinete e motorista a Vagner Moitinho, a pedido do filho dele, vereador em Presidente Figueiredo (AM), prática que diz adotar com outros aliados políticos.
O parlamentar também declarou ser proprietário de apenas duas empresas registradas em seu nome e afirmou não receber pagamentos nem manter vínculos comerciais com Vagner Moitinho.
Já o advogado Fabrício Parente, que defende Vagner Moitinho e o prefeito Adail Pinheiro, afirmou para a reportagem que não houve crime no transporte do dinheiro apreendido e que empresários, deputado e prefeito estariam sendo vítimas de preconceito por parte da polícia. Segundo a defesa, não há relação do prefeito nem do parlamentar com a apreensão do montante no aeroporto de Brasília.
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