(Foto: Divulgação/Assessorias)
Manaus (AM) – A reorganização do Partido Liberal no Amazonas pode alterar o equilíbrio político da eleição estadual de 2026. A avaliação é do cientista político Gade Pedrosa, que analisou o cenário eleitoral durante entrevista ao Portal AM1. Segundo ele, o partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro tenta reorganizar sua estratégia no estado após a fragmentação do campo conservador.
De acordo com Pedrosa, a legenda já trabalha com um desenho político que envolve diferentes candidaturas para os principais cargos da disputa. “O arranjo político que se desenha envolve Maria do Carmo para o governo, capitão Alberto Neto para o Senado e nomes fortes para a Câmara Federal.” Entre esses nomes está o deputado federal Alberto Neto, que já disputou eleições majoritárias no estado.
Outro nome citado é o do influenciador político conhecido como “Sargento Salazar”, apontado como potencial puxador de votos nas eleições proporcionais. “Existe a expectativa de que o Salazar possa ter uma votação muito expressiva, inclusive capaz de arrastar outros candidatos da mesma coligação para a Câmara Federal”, explicou o cientista político.
Estratégia eleitoral
Pedrosa afirma que a estratégia do PL segue uma lógica comum nas eleições brasileiras: concentrar nomes populares nas disputas proporcionais e apostar em figuras com maior densidade política para cargos executivos.
“Nem sempre os campeões de voto do legislativo são lançados para o executivo. Muitas vezes eles são mantidos nas disputas proporcionais justamente porque ajudam a puxar votos e eleger outros candidatos.”
Segundo ele, essa estratégia também explica por que alguns nomes populares permanecem focados em eleições legislativas.
Campo conservador fragmentado
O cientista político também destaca que o campo conservador no Amazonas não está unificado, o que pode impactar diretamente o resultado da eleição. Hoje, além do projeto do PL, outros nomes disputam o mesmo eleitorado, como o prefeito David Almeida e o vice-governador Tadeu de Souza.
“Quando vários candidatos disputam o mesmo campo político, os votos acabam sendo fragmentados. Isso pode favorecer adversários que estão mais organizados.”
Com o calendário eleitoral avançando e as alianças ainda em construção, o desempenho do PL e a capacidade de unificar o eleitorado conservador podem ser fatores decisivos para o rumo da eleição no Amazonas.
Assista à entrevista na íntegra:
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