(Foto: Reprodução/Redes Sociais via Rodrigo Guedes)
Manaus (AM) A eleição indireta que definirá o governador tampão do Amazonas começa a ganhar contornos políticos mais claros com a aproximação entre o Partido Liberal (PL) e o governador interino Roberto Cidade (UB).
Nos bastidores da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), a leitura é de que o apoio do PL fortalece a candidatura de Cidade para a votação que deverá ocorrer em até 30 dias, conforme determina a Constituição estadual.
A movimentação amplia a base de sustentação do atual governador interino dentro da Casa e reforça o favoritismo de Cidade na disputa pelo mandato tampão.
O apoio do PL também é visto como parte de uma estratégia política mais ampla, que ultrapassa a eleição indireta e já mira o pleito de outubro.
Futuro
Interlocutores ouvidos nos bastidores apontam que vem sendo articulado um entendimento para que Roberto Cidade — ou o grupo político que hoje se forma em torno de sua candidatura — caminhe em apoio ao senador Omar Aziz nas eleições diretas para o Governo do Amazonas, caso Cidade não seja candidato ao Executivo ou não passe para um eventual segundo turno.
A composição pode ocorrer tanto em eventual apoio já no primeiro turno quanto, de forma mais provável, em um alinhamento para o segundo turno, dependendo do desempenho dos candidatos na disputa majoritária.
A aproximação entre os grupos é considerada estratégica.
De um lado, Cidade consolida sua permanência no comando do Estado e fortalece a posição institucional do grupo. De outro, Omar amplia seu arco de alianças e busca atrair setores do atual bloco governista para a disputa de outubro.
A costura política também dialoga com o novo cenário aberto após as renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza, que deslocaram o centro das articulações para dentro da ALEAM e para a sucessão estadual.
O apoio do PL a Cidade ainda sinaliza a tentativa de construção de uma frente política competitiva que possa influenciar diretamente a eleição de outubro, seja por meio de alianças formais, seja pela composição de palanques e apoios regionais.
Com isso, a eleição indireta deixa de ser apenas uma solução institucional para a vacância do Executivo e passa a funcionar como peça-chave no xadrez eleitoral do Amazonas.
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